Ministro da Defesa diz respeitar democracia mas ouve calado ameaças de Bolsonaro ao processo eleitoral e às urnas eletrônicas

O ministro da Defesa, general Paulo Sérgio Nogueira, que ouve e assiste calado as ameaças do presidente Jair Bolsonaro ao processo eleitoral e as urnas eletrônicas, afirmou nesta terça-feira (26) que respeita a Carta Democrática Interamericana e seus princípios. O documento citado por Nogueira diz que “os povos da América têm direito à democracia e seus…

O ministro da Defesa, general Paulo Sérgio Nogueira, que ouve e assiste calado as ameaças do presidente Jair Bolsonaro ao processo eleitoral e as urnas eletrônicas, afirmou nesta terça-feira (26) que respeita a Carta Democrática Interamericana e seus princípios.

O documento citado por Nogueira diz que “os povos da América têm direito à democracia e seus governos têm a obrigação de promovê-la e defendê-la”.

A declaração foi feita em discurso de abertura da XV Conferência de Ministros de Defesa das Américas, em Brasília, no momento em que o presidente Jair Bolsonaro (PL) mantém seguidos ataques ao Judiciário e faz ameaças golpistas relativas às eleições de outubro.

Por meio de uma profusão de mentiras, diz a Folha de São Paulo, o presidente vem fomentando a descrença nas urnas. No entanto, ao invés de ser barrado por aqueles ao seu redor, Bolsonaro tem contado com o respaldo de militares, membros do alto escalão do governo e de seu partido em sua cruzada contra a Justiça Eleitoral.

As Forças Armadas, por exemplo, têm repetido o discurso de Bolsonaro. Em ofício recente, solicitaram ao TSE todos os arquivos das eleições de 2014 e 2018, justamente os anos que fazem parte da retórica de fraude do presidente.

O Brasil preside o evento interamericano. “Da parte do Brasil, manifesto respeito à carta da Organização dos Estados Americanos, OEA, e a Carta Democrática Interamericana e seus valores, princípios e mecanismos.”

No evento, o ministro da Defesa ainda disse que apoia as diretrizes da conferência, com foco na “cooperação e integração entre os Estados membros” e na defesa da “soberania de cada Estado e ordenamento jurídico de cada país”.

A conferência ocorre nesta semana após quatro anos sem o evento de forma presencial. Na quinta-feira (28), representantes dos 34 países que participam do evento vão assinar a Declaração de Brasília, uma espécie de manifesto dos ministros de Defesa.

O documento tratará sobre ciberdefesa, fortalecimento da participação de mulheres nas Forças Armadas e o papel da Defesa frente a fluxos migratórios.

O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Lloyd Austin, participa do encontro. Em discurso, ele defendeu que as Forças Armadas dos países da América devem estar sob “firme controle civil”. 

Deixe um comentário

Mais recentes

Descubra mais sobre Agenda do Poder

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continue reading