O Ministério Público da Espanha defende uma pena de novo anos de prisão para o jogador Daniel Alves por violência sexual, além de ser favorável à manutenção da prisão preventiva, por ver risco de que ele fuja para Brasil. O julgamento ainda não tem data marcada, mas deve ocorrer no ano que vem.
A pena máxima na Espanha por violência sexual é de 12 anos de prisão. Daniel, entretanto, pagou R$ 800 mil como atenuante para diminuição da pena, em caso de condenação. Esses nove anos seriam, então, a pena máxima já com o atenuante.
Daniel Alves está preso preventivamente desde 20 de janeiro deste ano, acusado de ter violentado sexualmente uma mulher de 23 anos em uma boate em Barcelona
Na semana passada, a defesa do jogador fez à Justiça Espanhola um novo pedido de liberdade, que foi contestado pela acusação e pelo Ministério Público.
A defesa do jogador alega que a prisão provisória não se justifica pelo risco de fuga. Segundo o documento, enviado à Justiça na ocasião, Daniel não tem intenção de deixar a Espanha e se comprometeria a apresentar-se semanalmente a uma delegacia, além de ter seus passaportes retidos.
As advogadas de Daniel também afirmam que, ao pagar 150 mil euros (R$ 800 mil) de indenização à denunciante, o brasileiro mostra que está colaborando com o processo e por isso não se aplicaria um possível risco de saída do país
O Ministério Público se manifestou contrariamente ao pedido, em nota:
“A Procuradoria de Barcelona opõe-se ao pedido de liberdade formulado pela defesa de Daniel Alves e considera que a medida de prisão provisória acordada deve ser mantida, entendendo que ainda existe o risco de fuga, dada a natureza dos fatos, as elevadas penas que poderão ser aplicadas pelo crime supostamente cometido e a proximidade do julgamento oral”, diz o documento oficial do MP.
Com informações do UOL





