A vereadora Cris Monteiro (Novo), de São Paulo, protocolou uma representação no Ministério Público para que sejam tomadas providências em relação a um evento anunciado pelo Partido da Causa Operária (PCO). Segundo Lauro Jardim, em O Globo, a atividade foi marcada para comemorar o ataque do Hamas a Israel, ocorrido em 7 de outubro de 2023, considerado o pior atentado terrorista da história do país.
O partido divulgou em suas redes sociais que a data será lembrada “eternamente como um dos mais gloriosos dias da história da humanidade”. O anúncio também afirma que haverá homenagens aos “mártires” e manifestações de apoio a quem “não desiste de lutar”.
Para a vereadora, esse tipo de convocação ultrapassa o limite do debate político. “A inflamação de discursos de intolerância sob o argumento de suposta resistência poderia, em tese, fomentar discursos extremistas”, destacou em ofício ao MP. Ela ressalta que não busca restringir manifestações partidárias, mas cobra atenção especial do Ministério Público diante da gravidade do tema.
Atentado matou 1.200 e foi estopim para atual conflito
O documento também registra preocupação com o local escolhido: a Academia Paulista de Letras. A parlamentar argumenta que não existe relação entre a entidade cultural e a promoção de um ato em memória de um episódio violento. Para Monteiro, o uso do espaço é “inadequado” diante da natureza do evento.
A ofensiva do Hamas em 2023, no sul de Israel, deixou 1.200 mortos e desencadeou uma nova escalada no conflito da região, com resposta militar intensa do governo israelense na Faixa de Gaza. O episódio segue sendo lembrado internacionalmente como marco de violência e aprofundamento das tensões no Oriente Médio.






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