Ministério da Saúde foi obrigado a incinerar 36 milhões de doses de vacinas vencidas compradas no governo Bolsonaro

O Ministério da Saúde teve que incinerar 36 milhões de doses de vacinas no primeiro semestre deste ano, em uma média de 200 mil doses descartadas ao dia.  As doses foram compradas pelo governo Bolsonaro e herdadas pela gestão Lula já vencidas ou prestes a perder a validade, O levantamento, feito pela coluna de Guilherme Amado, do…

O Ministério da Saúde teve que incinerar 36 milhões de doses de vacinas no primeiro semestre deste ano, em uma média de 200 mil doses descartadas ao dia.  As doses foram compradas pelo governo Bolsonaro e herdadas pela gestão Lula já vencidas ou prestes a perder a validade,

O levantamento, feito pela coluna de Guilherme Amado, do Metrópoles, com base em dados obtidos por meio da Lei de Acesso à Informação, mostra que, de janeiro a junho, o ministério incinerou 36,6 milhões de doses de imunizantes. A cada 10 doses de vacina descartadas, nove venceram ainda em 2022 ou até março deste ano.

Do contingente total, 66% das vacinas são de Covid, com 24,3 milhões de doses. Em seguida, com 15%, a vacina tríplice, ou DTP (difteria, tétano e coqueluche), com 5,6 milhões de doses. A vacina contra febre amarela, com 3,3 milhões de doses incineradas, representou 9% do total.

Também foram descartadas vacinas contra raiva canina; BCG (tuberculose grave); hexavalente (difteria, tétano, coqueluche, poliomielite, hepatite B e Hib); catapora; tetra viral (sarampo, caxumba, rubéola e catapora); e cólera.

Todas essas doses destruídas foram compradas pelo governo de Jair Bolsonaro, que fazia ataques públicos à vacinação contra a Covid, na contramão de regras sanitárias básicas e internacionais. a distribuição de vacinas, o Ministério da Saúde precisa entrar em contato com estados e municípios, que nem sempre têm estoques com grande capacidade. Outra dificuldade é o tamanho continental do Brasil e o custo para transportar esses insumos.

Procurado, o Ministério da Saúde afirmou que conseguiu salvar outras 12,3 milhões de vacinas com ações emergenciais neste semestre, obtendo uma economia de R$ 251 milhões. A pasta ressaltou que retomou campanhas de vacinação, negociou doações humanitárias e criou um comitê permanente para monitorar os estoques.

“O Ministério da Saúde reitera o seu compromisso com o bem público e reforça que o esforço na utilização e distribuição dos insumos de saúde é um ato de respeito à população e responsabilidade com o povo brasileiro”, completou.

Com informações do Metrópoles.

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