Uma força-tarefa coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) investiga a possível ligação de mais de mil postos de combustíveis no estado do Rio de Janeiro com organizações criminosas. O número foi divulgado pelo ministro da Justiça, Wellington César Lima, mas ainda depende de confirmação por meio do cruzamento de dados entre os órgãos responsáveis pela investigação.
O levantamento foi apresentado nesta terça-feira (15), após uma reunião estratégica do Escritório Nacional Antifacção do Rio de Janeiro (ENA-RJ), que reuniu representantes do Ministério da Justiça, Polícia Federal, Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro e integrantes da sociedade civil.
Levantamento ainda é preliminar
Segundo o ministro, os dados apresentados representam um diagnóstico inicial e devem ser tratados com cautela até que todas as informações sejam validadas.
“Os números mencionados dão uma monta de mais de mil postos que estão envolvidos com isso. Mas temos que ter muita parcimônia, porque tudo isso ainda será confirmado a partir do cruzamento de informações”, afirmou
De acordo com Wellington César Lima, a confirmação dependerá da análise conjunta das informações coletadas pelos diferentes órgãos que participam da força-tarefa.
O ministro ressaltou que o objetivo é produzir um levantamento preciso antes da adoção de medidas decorrentes da investigação.
Combate à infiltração do crime
Durante a reunião, os participantes discutiram estratégias para enfrentar a infiltração de organizações criminosas no mercado formal de combustíveis, considerado um dos setores vulneráveis à lavagem de dinheiro e a outras atividades ilícitas.
Segundo Wellington César Lima, o diagnóstico apresentado demonstra a dimensão do desafio enfrentado pelas autoridades e reforça a necessidade de atuação integrada entre instituições federais e estaduais.
Ele afirmou ainda que esta foi apenas a primeira de uma série de reuniões voltadas ao enfrentamento do problema.
Operação recente da Polícia Federal
A divulgação do levantamento ocorre poucos dias após uma operação da Polícia Federal que investigou um grupo suspeito de utilizar postos de combustíveis para lavar recursos do crime organizado.
Segundo as investigações, a rede investigada movimentou cerca de R$ 7,6 bilhões em um suposto esquema de lavagem de dinheiro. A operação teve como um dos alvos o pré-candidato ao Senado Márcio Canella, que responderá ao processo em liberdade.
Abastecimento será preservado
O ministro também afirmou que o trabalho da força-tarefa será conduzido de forma a combater as organizações criminosas sem comprometer o abastecimento de combustíveis no estado.
Segundo ele, a atuação dos órgãos de fiscalização buscará proteger a população, garantindo o fornecimento de combustível enquanto as investigações avançam.
Até o momento, o Ministério da Justiça não informou quais critérios foram utilizados para chegar ao número preliminar de postos investigados, nem divulgou nomes de estabelecimentos, redes ou grupos criminosos que estariam sob apuração. As informações deverão ser confirmadas apenas após o cruzamento dos dados reunidos pelos órgãos participantes da força-tarefa.






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