Militares obedecem o comandante em chefe, depreciam sistema eleitoral, e STF finge surpresa  

Os ministros que integram a Suprema corte de justiça do país, supostamente, portanto, os mais bem preparados e os mais experientes juristas da Nação, decidiram dar-se o direito de agir como se fossem simplórios, crédulos e ingênuos.  Dante dos reiterados ataques intimidatórios, com nuance golpista, do presidente da República ao STF, ao TSE e ao…

Os ministros que integram a Suprema corte de justiça do país, supostamente, portanto, os mais bem preparados e os mais experientes juristas da Nação, decidiram dar-se o direito de agir como se fossem simplórios, crédulos e ingênuos. 

Dante dos reiterados ataques intimidatórios, com nuance golpista, do presidente da República ao STF, ao TSE e ao sistema eleitoral, tiveram a infeliz ideia de entregar  aos militares que devem obediência a Bolsonaro o poder de se imiscuir no controle da apuração. 

Agora, feito estrago, se declaram decepcionados com a cúpula militar, que outra coisa não faz além de reproduzir, junto ao TSE, a sabotagem do comandante em chefe ao sistema de apuração.

O que estes ministros esperavam?

Leia o que publica a colunista da Folha Mônica Bergamo:

 O sentimento no Supremo Tribunal Federal (STF) com militares que hoje integram o Ministério da Defesa é de “decepção total”, de acordo com magistrado que participa do debate sobre o processo de votação no Brasil.

Com um histórico de colaboração antigo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a guinada de representantes das Forças Armadas no tema surpreendeu negativamente integrantes da corte. As críticas têm partido de diversos ministros.

Apesar das investidas do presidente Jair Bolsonaro contras as urnas eletrônicas, magistrados acreditavam que os representantes do Ministério da Defesa chamados a integrar a Comissão de Transparência das E$leições, criada no ano passado pela corte, manteriam uma posição colaborativa e profissional.

Em vez disso, os fardados passaram a fazer dezenas de questionamentos e a tumultuar a discussão, de acordo com a visão de ministros do Supremo.

A inclusão das Forças Armadas no assunto inclusive não é nova. Novo é o comportamento agora adotado pelos militares, dizem magistrados.

Um dos magistrados compara a situação à de uma reunião em que diversas pessoas são convidadas – e uma delas chega inesperadamente intoxicada e “vomita no tapete”.

O absurdo não seria do anfitrião que a convidou (no caso, o TSE), mas sim do convidado que, com um histórico de comportamento civilizado, passa a ter atitudes deletérias.

As Forças Armadas são uma instituição de estado e já participavam das fiscalizações. O lamentável é parte delas passar a se comportar em linha com o Bolsonaro, na visão de um ministro da corte.

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