Mil homens das forças de segurança serão acionados pelo governo do Rio nas operações de emergência no Complexo da Maré. O anúncio foi feito nesta terça-feira pelo vice-governador, Thiago Pampolha, um dia depois da União ter autorizado o reforço de 570 agentes federais no Rio (300 da Força Nacional de Segurança e 270 da Polícia Rodoviária Federal).
Além da atuação dos policiais militares e civis, o estado lançará mão de 12 blindados, 50 viaturas, três aeronaves, drones com inteligência artificial de reconhecimento facial e de placas, cinco ambulâncias e uma unidade para demolição de barricadas da Polícia Militar.
Como foi informado pelo governador Cláudio Castro, serão utilizadas câmeras em operações com foco na prisão de lideranças dos grupos criminosos e asfixia do poderio econômico das facções.
— Estamos estruturando uma ação conjunta e efetiva, com muita inteligência, tecnologia e investigação para que a gente possa livrar a nossa população desses bandidos. Nas imagens feitas com drones ficou muito claro para toda a sociedade que esses criminosos são cruéis e não pensam duas vezes antes de usar crianças como escudos — disse o governador.
Já o vice, Thiago Pampolha, ressaltou que as ações não vão se limitar à Maré:
— Iniciamos na Maré. Mas outras comunidades certamente também vão ter ações semelhantes.
Ele destacou ainda que o estado pretende levar projetos sociais a essas regiões, com alguns equipamentos nos moldes do programa Cidade Integrada. O próprio Pampolha cuidará pessoalmente dessas iniciativas.
Nesta segunda-feira, Castro se reuniu com o ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino. Ao assinar a permissão de envio da Força Nacional ao Rio, Dino afirmou que a partir da próxima semana moradores do Complexo do Alemão e quem costuma passar pela Avenida Brasil deverão perceber mudanças no esquema de policiamento.
O estado também terá R$ 247 milhões disponíveis em recursos da União para o combate à violência, entre os quais R$ 95 milhões destinados à construção de dois presídios de segurança máxima, como pediu Castro.
— Na reunião com o ministro ficou decidido que as forças federais irão trabalhar em apoio às estaduais. E que não vai se resumir à Maré. Vamos fazer um trabalho de investigação mais amplo, de bloquear recursos financeiros, combater a entrada de armas e drogas no Rio, prender os líderes dessas facções criminosas e enviar para presídios federais. É uma ação mais completa e complexa do que as que temos visto — completou Cláudio Castro.
Com informações de O Globo.





