Michelle chama de humilhação vigilância 24 horas na casa de Bolsonaro

Ex-primeira-dama critica decisão de Alexandre de Moraes que reforçou policiamento em Brasília por risco de fuga

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro classificou como uma “humilhação” a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, que determinou o reforço do policiamento permanente na residência de Jair Bolsonaro, em Brasília. A medida foi tomada em resposta a pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) e divulgada na terça-feira (26).

Bolsonaro cumpre prisão domiciliar desde 4 de agosto e passou a ser monitorado integralmente por policiais penais do Distrito Federal. O despacho de Moraes destacou o risco de fuga do ex-presidente diante da proximidade do julgamento, marcado para 2 de setembro, no qual ele será analisado por suposta tentativa de golpe. O ministro também mencionou as “ações incessantes” do deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) nos Estados Unidos, que, segundo ele, poderiam estar relacionadas a uma possível tentativa de buscar apoio externo.

Críticas de Michelle

Michelle Bolsonaro usou as redes sociais para manifestar sua indignação com a decisão. Em publicação no Instagram Stories, escreveu: “A cada dia que passa, o desafio tem sido enorme: resistir à perseguição, lidar com as incertezas e suportar as humilhações. Mas não tem nada, não. Nós vamos vencer. Deus é bom o tempo todo, e nós temos uma promessa”. A mensagem foi acompanhada de trechos em que exaltou sua fé: “O Senhor não perdeu o controle de absolutamente nada. Hoje eu declaro: o Brasil pertence ao Senhor Jesus”.

Disputa política e reforço da segurança

O reforço da vigilância também atendeu a um pedido do líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (RJ), que apontou “risco concreto” de fuga, mencionando a proximidade da casa de Bolsonaro com a Embaixada dos Estados Unidos, a apenas 10 minutos de distância.

Poucas horas depois da decisão, o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, afirmou que a medida não elimina a possibilidade de evasão e defendeu a entrada de uma equipe policial dentro da residência para assegurar o cumprimento da prisão domiciliar. A PF disse ainda ter solicitado apoio da Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen) para reforçar a segurança, destacando que a presença de agentes internos seria “fundamental” para prevenir qualquer tentativa de descumprimento da ordem judicial.

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