México vive onda de violência após morte de líder de cartel

A morte é considerada a maior ação das forças mexicanas desde a prisão de Joaquín Guzmán, do Cartel de Sinaloa

A morte de Nemésio Rubén Oseguera Cercantes, conhecido como El Mencho, líder do Cartel de Jalisco Nueva Generación provocou uma onda de violência no México e levou à suspensão das aulas em todo o estado de Jalisco nesta segunda-feira (23). El Mencho, foi morto no domingo (22) durante uma operação do Exército Mexicano.

Segundo a Secretaria de Educação de Jalisco, as atividades foram suspensas para garantir a segurança de alunos e professores, sem previsão de retorno. Outros 12 estados também interromperam total ou parcialmente as aulas, entre eles Oaxaca, Veracruz e a Cidade do México.

De acordo com balanço divulgado pelo jornal El Universal, ao menos 25 pessoas foram presas até a manhã desta segunda-feira, sendo 11 por participação em atos violentos e 14 por saques. Ao menos 69 lojas da rede Oxxo foram saqueadas, e 18 agências do Banco del Bienestar foram fechadas por segurança.

O transporte público em Jalisco foi suspenso no domingo e deve ser retomado de forma gradual. Estradas bloqueadas e o cancelamento de voos afetaram principalmente os aeroportos de Guadalajara e Puerto Vallarta. A Embaixada dos Estados Unidos no México orientou cidadãos americanos a permanecerem em seus hotéis e manterem familiares informados.

Operação e impacto político

El Mencho, de 59 anos, foi morto na cidade de Tapalpa enquanto, segundo autoridades, era escoltado por comparsas até um avião com destino à capital mexicana para tratamento de saúde. O Exército afirmou que foi recebido a tiros e reagiu. Além do líder, outros três integrantes do grupo morreram e três ficaram gravemente feridos.

Dois suspeitos foram presos, e armas de grosso calibre e veículos blindados foram apreendidos. Três militares também ficaram feridos.

O Departamento de Estado dos Estados Unidos oferecia recompensa de US$ 15 milhões por informações que levassem à captura do traficante. A morte é considerada a maior ação das forças mexicanas desde a prisão de Joaquín Guzmán, do Cartel de Sinaloa.

Segundo o jornal Los Angeles Times, a operação pode fortalecer politicamente a presidente Claudia Sheinbaum, que vinha sendo pressionada pelo governo de Donald Trump a intensificar o combate ao tráfico de drogas rumo aos Estados Unidos.

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