Mesmo embargada, obra de mansão segue em área tombada na Joatinga

Sem licença ambiental e em região protegida pela proximidade com a Pedra da Gávea, construção de mansão segue em ritmo acelerado

Uma construção em andamento na Joatinga está gerando indignação entre moradores e autoridades. Segundo Ancelmo Gois, de O Globo, a obra, localizada na encosta da Rua Sargento José da Silva, prossegue mesmo após ter sido formalmente embargada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e alvo de uma recomendação de suspensão emitida pelo Ministério Público Federal (MPF).

De acordo com a denúncia feita pela Associação de Moradores do Alto Joá, a construção — uma residência de quatro andares com vista para o mar — está sendo erguida em uma área protegida, localizada no entorno da Pedra da Gávea, que é um bem federal tombado. A legislação exige autorização expressa do Iphan para qualquer intervenção no local, incluindo corte de vegetação e movimentação de solo, o que não foi cumprido pelo proprietário do terreno, o médico Felipe Augusto Durski Teixeira.

Moradadores dizem estar estarrecidos com continuidade da obra

Mesmo com o embargo oficial, imagens registradas nesta segunda-feira (21) mostram uma retroescavadeira em operação no terreno, desmontando a encosta. Moradores relataram estar “estarrecidos” com a continuidade da obra, que tem alterado significativamente a paisagem natural da região. Segundo o MPF, o responsável pela construção também promoveu a derrubada de árvores sem qualquer autorização ambiental.

O órgão federal estabeleceu um prazo de cinco dias para que os proprietários se manifestem formalmente. Em nota, o MPF reforçou que qualquer intervenção na área sem o devido licenciamento configura infração e poderá acarretar sanções civis e criminais. A situação está sendo acompanhada tanto pelo Ministério Público quanto por técnicos do Iphan.

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