Mercado farmacêutico se prepara para, em dois anos, oferecer genérico do Ozempic, a preços até 60% menores

O monopólio sobre a semaglutida, princípio ativo do medicamento, resulta em custos elevados (cerca de mil reais por mês), deixando muitos pacientes sem acesso

O mercado farmacêutico se prepara para uma mudança significativa nos próximos anos: a oferta de um genérico do Ozempic, a preços até 60% mais baixos. O Ozempic, um medicamento amplamente utilizado para diabetes e perda de peso, tem sido um sucesso global, levando a empresa Novo Nordisk a alcançar um valor de mercado superior a 500 bilhões de dólares em 2023, ultrapassando até o PIB da Dinamarca, onde está sediada.

No entanto, o monopólio sobre a semaglutida, princípio ativo do medicamento, resulta em custos elevados (cerca de mil reais por mês) e uma capacidade produtiva limitada, deixando muitos pacientes sem acesso. Mas essa realidade está prestes a mudar no Brasil.

Em 2026, a patente da semaglutida expira, permitindo que laboratórios comercializem versões genéricas ou similares do medicamento. A indústria brasileira e de outros países onde a exclusividade também está chegando ao fim já está se movimentando para introduzir versões mais acessíveis no mercado. Essas versões podem estar disponíveis em apenas dois anos e, seguindo a tendência de outros medicamentos no Brasil, podem ser oferecidas a preços de 15% a 60% mais baixos.

Os laboratórios já podem desenvolver as moléculas e conduzir os estudos necessários para comprovar sua segurança e eficácia, mesmo antes do vencimento da patente. Além disso, podem submeter os produtos às agências reguladoras para aprovação, preparando o terreno para a comercialização imediata quando a patente expirar.

Laboratórios na China e na Índia estão mais avançados no desenvolvimento e validação dessas moléculas. A chinesa Hangzhou Jiuyuan Gene Engineering, por exemplo, já submeteu o primeiro pedido de aprovação de um similar da semaglutida às autoridades. Na Índia, empresas como Dr. Reddy’s, Cipla e Biocon também estão desenvolvendo suas próprias versões da molécula.

A Biocon, por exemplo, anunciou um acordo com a brasileira Biomm para comercializar sua versão similar da semaglutida no país a partir de 2026. Segundo Renato Arroyo Barbeiro, CFO e Diretor de Relações com Investidores da Biomm, o produto estará pronto e aprovado para venda no Brasil entre junho e julho de 2026.

Essa perspectiva representa uma mudança positiva para os pacientes, oferecendo acesso a tratamentos eficazes a preços mais acessíveis.

Com informações de O Globo

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