Analistas do mercado financeiro consultados pelo Banco Central do Brasil elevaram a projeção de inflação para 2026, segundo a edição mais recente do Relatório Focus, divulgada nesta segunda-feira (23).
A estimativa para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) passou a ser de 4,17% no próximo ano, mantendo-se abaixo do teto da meta de inflação. Já a previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) foi levemente ajustada para 1,84%, ante 1,83% na semana anterior.
A meta de inflação definida pelo Conselho Monetário Nacional é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo — ou seja, entre 1,5% e 4,5%.
Os dados mais recentes indicam que o IPCA avançou 0,70% em fevereiro, acumulando alta de 3,81% em 12 meses. Em 2025, a inflação fechou em 4,26%, acima do centro da meta, mas ainda dentro do intervalo permitido. Para 2027, a projeção foi mantida em 3,80%.
No caso da atividade econômica, o Focus aponta crescimento de 1,84% para 2026. Para os anos seguintes, as estimativas foram mantidas em 1,80% (2027) e 2% (2028). Em 2025, o PIB brasileiro avançou 2,3%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.
Outras instituições apresentam projeções distintas. O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada estima expansão de 1,6% para 2026, enquanto o governo federal trabalha com crescimento de 2,3%.
Em relação à taxa básica de juros, a Selic, a expectativa do mercado foi mantida em 10,50% para 2027 e em 10% para 2028. Na última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), realizada em março, a taxa foi reduzida de 15% para 14,75%. A próxima reunião está prevista para o fim de abril.






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