A criança que perdeu a visão do olho direito após sofrer agressões durante uma aula de educação física na Ilha do Governador, na Zona Norte do Rio, será ouvida nesta quarta-feira (3) na Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (DCAV), no Centro do Rio.
A mãe do aluno, Lidia Loiola Cardoso, afirmou que os ataques contra a vítima começaram com deboches sobre uma diferença nos olhos do menino, decorrente de glaucoma congênito. Com o tempo, as agressões psicológicas se tornaram físicas.
Ao menos quatro brigas ocorreram dentro da unidade, e, em uma delas, até a irmã do estudante acabou ferida ao tentar defendê-lo.
“Eu tentei com todas as minhas forças [fazer a situação] não chegar a isso, eu pedi ajuda a todo mundo, fui na CRE, Conselho Tutelar, até 1746 eu liguei. Tenho protocolos, ninguém me escutou”, disse a mulher em entrevista à TV Globo.
O filho já enfrentava episódios recorrentes de bullying desde 2023. Segundo ela, a situação se agravou ao longo do último ano, apesar das tentativas de buscar ajuda na direção da escola.
Diagnóstico de perda irreversível

O episódio mais grave ocorreu em 18 de novembro, quando o aluno levou chutes e um soco no rosto durante uma atividade esportiva. Ele foi atendido inicialmente no Hospital Municipal Evandro Freire e, depois, transferido para o Hospital Souza Aguiar, onde recebeu o diagnóstico de perda irreversível da visão do olho direito.
Diante da gravidade, a mãe relatou sensação de “impunidade” e preocupação com o futuro do filho. Ela ainda disse que as crianças agora têm medo de voltar à escola.
A Secretaria Municipal de Educação informou que prestou atendimento imediato, acolheu a família e abriu sindicância para apurar o histórico de agressões. A pasta também destacou que o estudante apontado como autor da agressão foi transferido para outra escola.






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