Ao fazer um balanço da operação deflagrada nesta terça (5), contra uma quadrilha suspeita de traficar 43 mil armas, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, afirmou que foi fechado um canal de abastecimento a duas grandes facções criminosas: o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV). O esquema teria movimentado cerca de R$ 1,2 bilhão em três anos.
A operação contou com a cooperação das autoridades do Paraguai e dos EUA, onde a rede tinha ramificações. Foram cumpridos 85 mandados judiciais em cinco estados brasileiros: Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Distrito Federal e Minas Gerais. Entre os mandados, 25 eram de prisão preventiva, seis de prisão temporária e 54 de busca e apreensão
“Essa ação com Paraguai fará com que as duas maiores facções brasileiras, que eram destinatárias principais dessas armas ilegais, tenham o fechamento dessa via logística para a realização dessas operações”, disse o ministro.
O principal alvo da operação é o empresário argentino Diego Hernan Dirísio, considerado um dos maiores contrabandistas de armas da América do Sul. Ele não foi localizado pela polícia e está foragido.
O superintendente da PF na Bahia, Flávio Albergaria contou que a operação começou em 2020, quando a PF apreendeu 23 pistolas e dois fuzis em Minas Gerais. As armas tinham a numeração raspada e a logomarca do fabricante alterada. Por meio de perícia técnica, a PF conseguiu rastrear as armas até a fabricante na Croácia e identificar o importador, que era Dirísio.
“Estamos diante de uma operação muito relevante, exitosa, que converge com outras que estamos fazendo no Rio, em São Paulo e em outros estados”, ressaltou Dino.
Dino aproveitou a operação para defender ações mais inteligentes no combate ao tráfico de drogas, sem “dar tiros a esmo em operações em que brasileiros são mortos por balas perdidas”.
“Aqui não houve o disparo de um único tiro. Então, não houve bala perdida. Isso é combater o crime organizado de verdade”, afirmou.
Com informações do Metrópoles
SAIBA MAIS





