Médico de Francisco revela detalhes dos últimos momentos do Papa: “Ele não sofreu”

Sergio Alfieri descreve a tranquilidade do Pontífice e garante que ele não percebeu seu sofrimento final

Na última segunda-feira (21), o Papa Francisco faleceu após sofrer um derrame cerebral que o deixou em coma e com insuficiência cardiocirculatória irreversível. Em uma entrevista publicada em O Globo, o médico Sergio Alfieri, responsável pelo tratamento do Pontífice durante seus 38 dias de internação no Hospital Gemelli, em Roma, revelou novos detalhes sobre os últimos momentos do líder da Igreja Católica. Alfieri explicou que, nos dias anteriores à sua morte, Francisco estava cansado, mas ainda se mostrava consciente de suas limitações físicas.

De acordo com Alfieri, o Papa estava convalescendo e expressou grande tristeza ao compartilhar que, durante as celebrações da Semana Santa, não conseguiu realizar a tradicional cerimônia de lavar os pés dos presos, algo que ele costumava fazer todo ano na Quinta-feira Santa. “O Papa ficou com o coração partido por não poder realizar este gesto de humildade com os detentos”, relatou o médico.

A última vez em que Alfieri teve contato com o Pontífice foi no sábado, quando o Papa lhe falou sobre o ocorrido na visita aos presos. No entanto, quando o médico o encontrou na segunda-feira, já estava inconsciente. “Ele estava com oxigênio e soro intravenoso, mas não estava mais consciente. Seus olhos estavam abertos, mas ele não reagia”, explicou o médico.

Ao examinar o Santo Padre, Alfieri usou um estetoscópio para auscultar seus pulmões, mas não detectou problemas respiratórios. O diagnóstico foi claro: o Papa estava em coma, mas ainda vivo. “Ele não sofreu, e posso afirmar isso com certeza. O Santo Padre não percebeu o que estava acontecendo”, garantiu o médico, que enfatizou a ausência de dor ou desconforto nos momentos finais de Francisco.

O médico também recordou decisões difíceis tomadas durante a internação do Papa em março. Segundo Alfieri, em um momento crítico, a equipe médica se viu forçada a optar por tratamentos agressivos, correndo riscos de prejudicar outros órgãos, a fim de tentar salvar a vida do Pontífice. “Escolhemos o caminho de arriscar, pois acreditávamos que ainda havia chance de sua recuperação”, revelou.

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