A BioNTech anunciou que uma imunoterapia em desenvolvimento foi capaz de reduzir ou controlar o câncer de pulmão metastático, forma mais agressiva da doença, em 70% dos pacientes. Os resultados do estudo que busca avaliar a segurança e a eficácia do medicamento experimental “gotistobarte” foram apresentados na Reunião Anual da ASCO, a mais importante conferência sobre oncologia no mundo.
No total, participaram do estudo 27 pacientes com câncer de pulmão. Os voluntários receberam pelo menos duas doses de 10 mg/kg do novo medicamento.
Os resultados mostraram que 29,6% apresentaram melhora da doença, enquanto 70,4% apresentaram melhora ou estabilidade.
Destes, houve uma resposta completa, sete parciais e 11 pacientes com doença estável . O medicamento é considerado bem tolerado com um perfil de segurança administrável. Eventos adversos relacionados ao sistema imunológico de grau 3 e 4 foram observados em 30% dos pacientes. Mas, de acordo com a BioNTech, essa taxa é inferior à observa em medicamentos similares.
“O câncer de pulmão de células não pequenas metastático metastático tem um prognóstico muito ruim, com uma taxa de sobrevida em 5 anos de apenas 9%. Esses novos dados destacam o potencial do BNT316/ONC-392 para fornecer uma nova abordagem para alavancar o CTLA-4 como um alvo eficaz para tratar tumores avançados e difíceis de tratar, ampliando ainda mais nosso kit de ferramentas oncológicas”, disse o professor Özlem Türeci, diretor médico e cofundador da BioNTech.
Segundo Türeci, o objetivo é acelerar o desenvolvimento deste programa em direção à Fase 3, etapa final de testes clínicos antes da aprovação por agências regulatórias de saúde. Ela está prevista para começar no terceiro trimestre de 2023.
Em 2022, o medicamento da BioNTech recebeu a designação de desenvolvimento acelerado pela FDA, agência que regula medicamentos nos Estados Unidos.





