Protesto de “mascarados na Câmara, em alusão à prisão de ex-assessor de Rogério Amorim, interrompe sessão

Integrantes da gestão de Eduardo Paes fazem parte do ato contra acusado de usar máscara em assalto em Niterói

A sessão na Câmara de Vereadores chegou a ser suspensa nesta quinta-feira (15) devido à ação de manifestantes que, na galeria e no plenário, usaram máscaras em alusão a Luís Maurício Martins Gualda, acusado de usar uma máscara realista para praticar um furto em hotel de luxo.  Gualda trabalhou no gabinete do vereador e ex-líder do PL Rogério Amorim, onde chegou a receber R$ 15 mil.

Com a suspensão temporária, deixaram de ser analisados temas polêmicos, como a colocação de cartazes que informam sobre os malefícios do aborto a gestantes.

Entre os “mascarados”, estava o secretário municipal de Conservação e vereador licenciado, Didi Vaz (PSD), além do Gerente Executivo Local de Copa, Bruno Santos, conhecido também por Bruno Japonês. Em exclusividade ao Agenda do Poder, Bruno diz que visitou a galeria, rapidamente, após uma reunião no local. Ele ainda afirmou que ‘trabalha 24 horas e que, inclusive, terá expediente também no período noturno hoje.

Também de máscara estava o secretário do Procon carioca, João Pires. Segundo relatos, integrantes da equipe do vereador e ex-prefeito da Zona Sul Flávio Valle distribuíram as máscaras.

Didi Vaz, hoje secretário, aproveita o trânsito de vereador licenciado para protestar em plenário

Em reação à manifestação, Amorim, que exonerou o assessor acusado de furto, gritou o slogan “Bandido bom é bandido morto”, enquanto  o público na galeria gritava “Casa de Papel”, em alusão ao seriado da Netflix, em que os assaltantes da Casa da Moeda espanhola usam máscaras.

Ao microfone, Paulo Messina (PL) criticou a manifestação. Lembrou que que a mãe de Henry Borel, Monique Medeiros, ainda recebe salário da Prefeitura, onde é professora concursada. Ela está presa por ser cúmplice do assassinato do filho de quatro anos, morto pelo marido de Monique, o ex-vereador Dr. Jairinho.

“Quem são vocês para falar de empregar bandido”, rebateu Messina.

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