Durante participação na cúpula do Brics, neste domingo (6/7), no Rio de Janeiro, a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, voltou a alertar para os impactos devastadores da crise climática. Ela comparou a recente enchente no Texas, nos Estados Unidos, que já deixou mais de 60 mortos, à tragédia que atingiu o Rio Grande do Sul em 2024, reforçando o apelo por ações urgentes.
“Estamos vendo o que aconteceu nos Estados Unidos: um evento climático extremo que já ceifou dezenas de vidas. Isso também aconteceu no Rio Grande do Sul. Aconteceu com os incêndios, com as ondas de calor. Acontece o tempo todo. São mais de 500 mil vidas perdidas a cada ano em função de ondas de calor”, disse Marina.
A ministra destacou que os eventos extremos estão se tornando mais frequentes e letais, e cobrou a mobilização de recursos tecnológicos, humanos, científicos e financeiros para enfrentamento da mudança do clima — uma das prioridades da presidência brasileira no Brics.
Ao final da cúpula, os países divulgaram uma declaração conjunta reforçando a necessidade de ampliar o financiamento climático global. Marina ressaltou que essa é uma reivindicação comum entre nações em desenvolvimento.
“Em relação ao financiamento climático, todos os países em desenvolvimento são unânimes: precisamos de recursos financeiros e tecnológicos”, afirmou.
A agenda ambiental tem sido um dos eixos centrais da presidência brasileira no Brics em 2025, ao lado de temas como comércio sustentável, reforma da governança global e combate à desigualdade.





