Marcola, líder do PCC, seguirá preso em penitenciária federal por mais um ano

Justiça reforça necessidade de mantê-lo afastado do sistema prisional paulista

A Justiça de São Paulo decidiu manter Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, na Penitenciária Federal de Brasília por mais um ano. O pedido de renovação da internação foi aceito pelo Departamento Estadual de Execução Criminal (Deecrim-1) após manifestação favorável do Ministério Público de São Paulo (MP-SP).

De acordo com o MP-SP, a decisão se baseia no fato de Marcola ser considerado o principal líder do Primeiro Comando da Capital (PCC), mantendo grande influência sobre a facção mesmo preso. A Justiça avaliou que sua transferência para um presídio paulista representaria um risco, pois poderia permitir que ele retomasse o comando das atividades criminosas.

O Deecrim destacou que, enquanto esteve detido em São Paulo, Marcola continuou operando esquemas criminosos, apesar das medidas de segurança. Além disso, sua pena ultrapassa 300 anos de prisão, com condenações por homicídios, roubos e porte de armas de uso restrito. Ainda restam 260 anos a serem cumpridos.

A Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) reforçou que a presença de Marcola no sistema carcerário paulista poderia desestabilizar a segurança dos presídios do estado. O criminoso está detido em Brasília desde fevereiro de 2019, quando foi transferido da Penitenciária 2 de Presidente Venceslau (SP) junto com outros membros da cúpula do PCC.

A transferência foi solicitada pelo promotor Lincoln Gakiya, do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), após a descoberta de um plano para resgatar Marcola no final de 2018. A operação envolveu reforço policial e até o fechamento do aeroporto de Presidente Venceslau para impedir a ação de criminosos

Com informações do UOL

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