Manifestações dos “nem Bolsonaro nem Lula” não tiveram nem multidão. Atos foram modestos em Brasília, Rio e SP. Mas PCdoB e PDT participaram

Pouca gente na Avenida Paulista, apesar da presença do governador João Dória; em Brasília, até os ambulantes foram embora mais cedo; no Rio, os manifestantes, em número reduzido, misturavam-se aos cariocas que passeavam no calçadão. Os atos contra Bolsonaro foram muito menores do que esperavam seus organizadores e devem ter decepcionado também os militantes de…

Pouca gente na Avenida Paulista, apesar da presença do governador João Dória; em Brasília, até os ambulantes foram embora mais cedo; no Rio, os manifestantes, em número reduzido, misturavam-se aos cariocas que passeavam no calçadão.

Os atos contra Bolsonaro foram muito menores do que esperavam seus organizadores e devem ter decepcionado também os militantes de esquerda que participaram, como os representantes do PC do B, que enfeitaram as manifestações com suas bandeiras. O PDT também participou com entusiasmo, principalmente porque uma das palavras de ordem era “nem Bolsonaro nem Lula”. Mas predominaram os ativistas dos grupos de direita ‘Vem pra Rua’ e ‘Movimento Brasil Livre’.

Às 16, na Esplanada dos Ministérios, havia apenas 700 manifestantes.

ATO DO MBL EM BRASÍLIA

O vendedor ambulante Adailton Pereira da Silva, 61 anos, esperava vender 100 camisas com dizeres “Fora, Bolsonaro”, “Lula” ou com as cores preta, de protesto, ou coloridas, em alusão ao movimento LGBTQIA+. No entanto, só vendeu cinco camisetas “Fora, Bolsonaro”. Adailton faturou R$ 200 enquanto os manifestantes se concentravam no Museu Nacional, antes de iniciarem a caminhada até o Congresso. Começou a desarmar seu ponto de venda. “Vou embora. Já deu aqui”, afirmou Adailton.

Após tentar cooptar uma parte da esquerda para ir em seus atos contra o governo Jair Bolsonaro, afirmando que seriam atos apartidários, o MBL, organização de bolsonaristas “arrependidos” apareceu em manifestação no Rio de Janeiro, em Copacabana, com palavras de ordem contra o ex-presidente Lula (PT).

Uma faixa no ato esvaziado do Rio mostra que a manifestação contra Bolsonaro é uma campanha política para a chamada “terceira via”, com o chamado “nem Lula, nem Bolsonaro”.

No Brasil inteiro, os atos fracassaram e foram esvaziados. Em Salvador, capital da Bahia, por exemplo, menos de 100 pessoas participaram.

Em São Paulo, dez moradores do Bairro Cachoeira (zona nordeste) foram contratados para fazer campanha pela volta de Michel Temer durante os atos contra Jair Bolsonaro convocados pelo MBL. Eles contaram que receberam R$ 50 cada um para carregar os cartazes.

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