Pré-candidato à Presidência da República pelo PDT, Ciro Gomes esteve neste sábado na Avenida Paulista para protestar contra Jair Bolsonaro, depois de ter participado do ato na Cinelândia, Rio de Janeiro. Em São Paulo, durante parte do seu discurso, foi vaiado, enquanto manifestantes gritavam “olê, lê, lê, olá, Lula, Lula”.
Militantes e dirigentes do PSDB também participaram da manifestação em São Paulo, e não há registros de hostilidades contra eles.
Integrantes do partido compareceram hoje à tarde ao ato Bolsonaro na avenida Paulista. Eles integram o Bloco Democrático, composto por representantes de mais de 30 entidades, entre elas partidos de esquerda, como o PDT e o PCdoB.
O líder do MTST e ex-candidato a presidente Guilherme Boulos (PSOL) discursou neste sábado (2) na Avenida Paulista, em São Paulo, na manifestação contra Jair Bolsonaro.
Fernando Haddad, que foi candidato do PT à residência, também discursou. Segundo ele, os atos que acontecem neste sábado, especialmente o de São Paulo, são uma resposta às manifestações golpistas convocados por Jair Bolsonaro no 7 de setembro.
O petista salientou que, apesar das ameaças de Bolsonaro, o povo sempre “vai dobrar a aposta” na democracia. “Estamos dando uma resposta ao dia 7 de setembro. Essa avenida foi ocupada pelos bolsonaristas e nós resolvemos dobrar a aposta. E a cada vez que o Bolsonaro nos ameaçar, nós vamos dobrar a aposta. Vamos dobrar a aposta na democracia”.
Boulos afirmou que a população precisa continuar avançando contra o genocídio promovido pelo governo federal. “A gente não pode recuar. Depois do dia de hoje, é momento de avançar. Eles não vão recuar, não vamos nos iludir com cartinha escrita pelo Bolsonaro com Michel Temer. Eles não vão recuar, e por isso a gente tem que seguir avançando, não sair das ruas até o impeachment de Bolsonaro. E que depois do impeachment ele vá para o banco dos réus”.
Ele ainda disse que “aqui está a representada a cara do povo brasileiro, não o que a gente viu no dia 7 de setembro. Aqui sim está o Brasil real, que é o Brasil da diversidade”.
“O Brasil de verdade, o Brasil real é o que vai para a fila do osso, que não consegue pagar R$ 120 reais no botijão de gás. O Brasil real está sofrendo com o genocídio, com o desemprego e com a fome. E, por isso, queria parabenizar os guerreiros e guerreiras do MTST, que ocuparam simbolicamente a Bolsa de Valores contra a desigualdade e que ocuparam a frente da mansão de R$ 3 milhões [de Flávio Bolsonaro]”, completou.






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