A morte de Preta Gil, no último domingo (20), aos 50 anos, vítima de um câncer no intestino, causou forte comoção entre fãs, artistas e personalidades do carnaval. Um dos tributos mais emocionantes veio da Estação Primeira de Mangueira, escola de samba que a artista considerava como sua casa no samba.
A relação de Preta com a Mangueira foi muito além das arquibancadas. Em 2007, ela desfilou como rainha de bateria da verde e rosa, marcando presença em um dos postos mais prestigiados do carnaval carioca. Na ocasião, emocionada, Preta declarou: “Estou muito feliz e agradecida, minha escola está linda”, segurando as lágrimas durante o desfile.
Mesmo anos após deixar o posto, Preta nunca se afastou da escola. Em entrevista concedida em 2011 ao jornal Extra, ela afirmou que “nunca deixou de ser rainha”, ressaltando os laços afetivos com a bateria e a comunidade da Mangueira. “Sou mangueirense apaixonada e tenho muitos amigos na bateria”, disse à época.
No domingo de sua morte, a escola prestou uma homenagem nas redes sociais. “Preta Gil possui uma relação profunda e marcante com a Estação Primeira de Mangueira. Foi coroada Rainha de Bateria para o Carnaval de 2007. Essa foi uma experiência muito significativa para ela”, destacou a agremiação.
Em 2024, ao comemorar os 15 anos do Bloco da Preta, a cantora voltou a vestir o look usado no desfile de 2007, resgatando memórias e enfrentando críticas antigas com coragem. “Fiquei lembrando como fui massacrada. Mas não fiquei traumatizada. A faixa de rainha fica na minha sala”, disse ela, defendendo a diversidade dos corpos no carnaval e citando outras musas que enfrentam julgamentos semelhantes.
A homenagem da Mangueira reafirma que, para além dos desfiles, Preta Gil construiu uma trajetória marcada por emoção, representatividade e paixão pela cultura popular. Como a própria cantora dizia, “uma vez rainha, eternamente rainha”.
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