Malafaia chama filhos de Bolsonaro de “jumentos” após carta de Flávio

Em mensagem a aliados obtida pela coluna de Malu Gaspar, pastor criticou a declaração de Flávio e a posterior alteração do documento

Adicione a Agenda do Poder como fonte preferencial no Google

A carta em que Flávio Bolsonaro (PL-RJ) se apresentou como presidente eleito do Brasil provocou uma reação dura de Silas Malafaia. Em mensagem enviada a aliados pelo WhatsApp nesta quarta-feira (28), o pastor chamou os filhos de Jair Bolsonaro de “jumentos” e criticou as pessoas que os aconselham.

O conteúdo foi obtido pela equipe da coluna de Malu Gaspar, de O Globo, em reportagem assinada por Rafael Moraes Moura. A manifestação ocorreu depois de Flávio divulgar acusações de fraude eleitoral sem provas e, posteriormente, alterar o documento.

“Esses filhos de Bolsonaro são uns jumentos. Só se aconselham com gente errada! Faz carta, fala bobagem, depois corrige”, escreveu Malafaia.

O pastor também classificou o grupo como “um bando de amadores babacas”.

Críticas ao recuo

Na primeira versão da carta, distribuída à imprensa pelo aliado Paulo Figueiredo, Flávio se dirigia aos brasileiros e à comunidade internacional como o “verdadeiro presidente eleito do Brasil”.

Após a repercussão, o senador publicou outra versão nas redes sociais, substituindo a expressão por “líder do Brasil”, além de fazer outras alterações.

O documento foi divulgado quando Flávio já estava nos Estados Unidos e substituiu uma entrevista coletiva que ele concederia na manhã de quinta-feira, em Miami.

Na mensagem aos aliados, Malafaia também afirmou que Trump havia retirado apoio ao senador. O presidente americano, porém, havia confirmado a autorização para sua entrada nos Estados Unidos e evitado endossar a declaração sobre a Presidência brasileira.

Procurado pela coluna, o pastor não quis acrescentar comentários. “Eu não tenho mais nada para falar. Não tem nada que falar não, amigo”, respondeu.

Acusações sem provas

Flávio voltou a questionar a prorrogação da votação por duas horas no domingo (25), determinada pelo ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal, após problemas no transporte público em capitais.

A própria campanha do senador havia solicitado a ampliação do horário em várias cidades.

Segundo os dados do Tribunal Superior Eleitoral citados na reportagem, 34.993 pessoas votaram entre 17h e 19h, o equivalente a 0,027% dos votos computados no segundo turno. Lula venceu por uma diferença de 4.430.191 votos.

Os números não sustentam a alegação de que os votos registrados no período adicional tenham revertido o resultado da eleição.

Auditoria foi discutida

Antes de deixar o Brasil, Flávio cogitou pedir uma auditoria nas urnas. O assunto foi discutido em um almoço na segunda-feira (26), em Brasília, com aliados e advogados.

Participaram Tarcísio de Freitas, Rogério Marinho, Guilherme Derrite e as advogadas Maria Claudia Bucchianeri e Tracy Reinaldet.

O senador foi aconselhado a abandonar a iniciativa. Um dos argumentos apresentados foi a multa de R$ 22,9 milhões aplicada ao PL por litigância de má-fé após a contestação do resultado presidencial de 2022.

A avaliação dos participantes, era de que repetir a estratégia poderia gerar novas consequências financeiras para o partido.

Leia mais:

Relacionadas

Deixe um comentário