Major do Corpo de Bombeiros do Rio foi sequestrado, morto e teve corpo carbonizado por traficantes na Baixada

O major do Corpo de Bombeiros Wagner Bonin, de 42 anos, foi sequestrado e morto por traficantes na tarde de quarta-feira (16), em São João de Meriti, cidade da Baixada Fluminense, onde morava.  Informações da Polícia Civil indicam que ele estaria fotografando barricadas montadas por bandidos na região e foi descoberto. Bonin, que teve o…

O major do Corpo de Bombeiros Wagner Bonin, de 42 anos, foi sequestrado e morto por traficantes na tarde de quarta-feira (16), em São João de Meriti, cidade da Baixada Fluminense, onde morava. 

Informações da Polícia Civil indicam que ele estaria fotografando barricadas montadas por bandidos na região e foi descoberto.

Bonin, que teve o corpo carbonizado, era lotado no Grupamento de Operações Aéreas (GOA) do Corpo de Bombeiros. Em 2019, ele foi condecorado por sua atuação na tragédia de Brumadinho.

A notícia é do Globo online.

Conforme a Polícia Militar, por volta das 19h de quarta-feira, policiais da corporação foram informados de que um carro com as mesmas características do veículo utilizado pelo militar estaria na região do Parque Columbia, na Pavuna, Zona Norte do Rio. 

Policiais do 41º BPM (Irajá) foram à Rua Ibirubá, onde localizaram um corpo carbonizado no interior de um carro. A identificação do militar foi feita por meio da digital, no Instituto Médico-Legal, na manhã desta quinta-feira.

Segundo informações recebidas pela polícia, a esposa do oficial entrou em contato com o comandante do grupamento onde ele era lotado após estranhar a demora do marido em voltar para casa. 

Por meio de acesso remoto a um aplicativo de mensagem usado por Bonin ela conseguiu visualizar fotos feitas por ele e enviadas para um número não registrado nos contados do bombeiro. 

As imagens mostram pessoas e uma barricada em local não identificado. O último contato feito pelo major teria sido com um colega de farda às 16h49 de quarta-feira. Na mensagem, Bonin disse que teria “visto um fuzil”.

Pelas redes sociais, o major Bonin retratava o seu dia a dia na corporação. Ele, que era formado em Educação em Saúde na Universidade Federal Fluminense (UFF), mostrava viagens de helicóptero transportando equipes do Rio Transplantes. Em 2014, ele relatou em rede social que começava a atuar como enfermeiro, especialista em operações aéreas do grupamento dos bombeiros do Rio.

Em janeiro de 2019, o oficial, então capitão, atuou no resgate de vítimas do rompimento da barragem de Brumadinho, em Minas Gerais. A tragédia deixou ao menos 270 mortos; quatro corpos ainda estão desaparecidos.

Em uma rede social o secretário estadual de Defesa Civil e comandante dos bombeiros, Leandro Monteiro, lamentou a morte do militar e pediu que os responsáveis pelo crime sejam presos:

“Infelizmente marginais covardes acabaram de sequestrar o major Wagner Bonin em São João de Meriti. Confio na @PCERJ e na @PMERJ. Não mediremos esforços para prender esses assassinos. Nem um passo daremos atrás. Salvamos vidas, mas não aceitaremos perder para vagabundos”, escreveu.

9 respostas para “Major do Corpo de Bombeiros do Rio foi sequestrado, morto e teve corpo carbonizado por traficantes na Baixada”

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