Homem preso confessa participação no assassinato do major bombeiro Wagner Bonin, queimado vivo por tentar denunciar traficantes no Rio

Três homens da comunidade de São Mateus, em São João de Meriti, foram presos pela Polícia Militar na noite passada e estão recolhidos à Delegacia de Homicídios do Rio, sob suspeita de estarem envolvidos no sequestro e na morte do major dos Bombeiros Wagner Bonin, enfermeiro de 42 anos de idade, na Baixada Fluminense. De…

Três homens da comunidade de São Mateus, em São João de Meriti, foram presos pela Polícia Militar na noite passada e estão recolhidos à Delegacia de Homicídios do Rio, sob suspeita de estarem envolvidos no sequestro e na morte do major dos Bombeiros Wagner Bonin, enfermeiro de 42 anos de idade, na Baixada Fluminense. De acordo com reportagem veiculada no Hora1, da Globo, baseada em informações da PM, um dos homens confessou que participou diretamente do assassinato. É Washington Rogério Magalhães Braga, de 20 anos de idade. Ao ser interrogado, Washington disse que perdeu na cena do crime um celular – encontrado por policiais – e que estava tentando fugir para Campo Grande, bairro da Zona Oeste, porque policiais civis haviam encontrado na casa dele alguns pertences do major Bonin.

Bombeiro há 20 anos, Bonin estava desaparecido desde a quarta-feira, depois de fotografar barricadas para denunciar à polícia os traficantes da área onde morava. O corpo dele, carbonizado, foi encontrado no banco de trás do carro, também carbonizado, nas proximidades do Complexo do Chapadão, na Pavuna, Zona Norte do Rio. Segundo o secretário de Defesa Civil e comandante-geral dos Bombeiros, Leandro Monteiro, Bonin foi queimado vivo.

Lotado no Grupamento de Operações Aéreas, Bonin foi condecorado há três anos pela atuação no resgate de vítimas do rompimento da barragem de Brumadinho, em Minas Gerais.

Além de Washington Braga, Marlon Magalhães Martins e João Wellington de Andrade Magalhães, de 31 anos, foram abordados por policiais militares quando passavam de carro pela Avenida Brasil, na saída da Via Dutra. O policiamento fora reforçado à altura de São João de Meriti, depois que a PM recebeu informações sobre uma possível fuga de envolvidos no crime. Na mesma área, policiais de elite da Polícia Civil que participavam das operações de busca trocaram tiros com traficantes. A polícia disse que um criminoso morreu nesse confronto. Ele portava uma pistola, drogas e um rádio-comunicador.

A instalação de barreiras é uma prática de criminosos em todo o estado do Rio para dificultar o acesso da polícia e acuar moradores que, muitas vezes, não podem sair de casa. De janeiro a outubro deste ano o Disque Denúncia recebeu 8.500 ligações sobre a presença de barricadas – a maioria de São Gonçalo, Rio de Janeiro e São João de Meriti.

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