Maioria dos eleitores diz não sofrer influência de familiares, amigos, imprensa ou redes sociais, revela pesquisa

Datafolha mostra que 58% a 67% dos entrevistados dizem que diferentes grupos não terão nenhuma influência na escolha para presidente; líderes religiosos aparecem com o menor índice de interferência declarada

A maioria dos brasileiros afirma que a opinião de familiares, amigos próximos, jornalistas, pessoas acompanhadas nas redes sociais e líderes religiosos não terá influência na escolha do candidato à Presidência da República neste ano, segundo pesquisa Datafolha.

Em todos os seis grupos apresentados aos entrevistados, a resposta “nenhuma influência” foi a mais citada. Os índices variam de 58%, no caso de jornalistas e profissionais da imprensa, a 67%, entre os que afirmam que líderes religiosos não terão qualquer influência sobre sua decisão.

Entre pessoas que mantêm relacionamento estável, 60% afirmam que a opinião do companheiro ou companheira não terá influência no voto. Já entre entrevistados que têm filhos com 16 anos ou mais, 62% dizem que a opinião dos filhos também não terá efeito sobre a escolha.

Imprensa aparece entre os grupos mais citados

A pesquisa ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais, em 139 municípios, nos dias 22 e 23 de julho de 2026. A margem de erro para o conjunto da amostra é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

Amigos próximos e pessoas seguidas nas redes sociais registraram 62% de respostas indicando “nenhuma influência”. Entre os entrevistados, 7% afirmaram não ter líderes religiosos ou não frequentar uma igreja.

Quando são consideradas as respostas “muita influência” e “um pouco de influência”, jornalistas e pessoas da imprensa aparecem com 38%. O mesmo percentual foi registrado para companheiros ou companheiras entre aqueles que estão em um relacionamento estável.

Líderes religiosos têm menor influência declarada

Filhos e amigos próximos aparecem com 36% de muita ou alguma influência, enquanto pessoas acompanhadas nas redes sociais somam 32%. Consideradas as margens de erro, os resultados não permitem apontar um único grupo como o mais influente entre os avaliados.

Os líderes religiosos registram o menor percentual: 23% dos entrevistados afirmam que a opinião deles terá muita ou alguma influência na escolha presidencial.

Considerando apenas aqueles que dizem sofrer “muita influência”, os filhos aparecem com 21%, seguidos por companheiros, com 20%; jornalistas e pessoas da imprensa, com 17%; amigos próximos, com 16%; pessoas acompanhadas nas redes sociais, com 15%; e líderes religiosos, com 13%.

Influência varia entre homens e mulheres

A opinião de amigos próximos terá muita ou alguma influência para 40% dos homens, ante 31% das mulheres. Entre as pessoas acompanhadas nas redes sociais, os índices são de 36% entre os homens e 29% entre as mulheres.

Também foram identificadas diferenças relacionadas à escolaridade e à região do país. Entre entrevistados com ensino fundamental, 30% atribuem muita ou alguma influência aos líderes religiosos, percentual que cai para 15% entre aqueles com ensino superior.

No Nordeste, 29% dizem que a opinião dos líderes de suas igrejas terá muita ou alguma influência, contra 20% no Sudeste e 14% no Sul. A pesquisa aponta ainda que a diferença entre evangélicos e católicos está dentro das margens de erro: 28% dos evangélicos e 24% dos católicos atribuem algum grau de influência aos líderes religiosos.

Eleitores de Lula e Bolsonaro apresentam diferenças

Entre os entrevistados que afirmam ter votado em Lula no segundo turno de 2022, 41% dizem que jornalistas e pessoas da imprensa terão muita ou alguma influência na escolha deste ano. Entre aqueles que declararam ter votado em Jair Bolsonaro, o índice é de 33%.

Na mesma pesquisa, Lula aparece com 48% das intenções de voto contra 43% de Flávio Bolsonaro em uma simulação de segundo turno, cenário apontado como estável em relação ao levantamento de junho.

A avaliação do governo também permanece em patamar semelhante ao da rodada anterior. Segundo os dados, 38% consideram a gestão ruim ou péssima, 32% avaliam como ótima ou boa e 28% classificam o governo como regular.

Maioria mantém escolha feita em 2022

Entre os entrevistados que declararam ter votado em Lula ou Jair Bolsonaro no segundo turno de 2022, 92% afirmam não se arrepender da escolha, enquanto 8% dizem ter se arrependido.

O resultado permanece estável em relação ao levantamento anterior e apresentou pouca variação desde março. No período, a parcela dos que não se arrependem do voto oscilou entre 90% e 92%.

Entre os eleitores de Lula, 90% afirmam não se arrepender da escolha feita em 2022, enquanto 9% dizem o contrário. No grupo que declarou voto em Bolsonaro, 94% não demonstram arrependimento e 6% afirmam ter se arrependido.

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