Uma pesquisa interna do MDB aponta que se o partido não lançar uma candidatura própria à Presidência da República, a ala da legenda que defende o apoio à reeleição de Jair Bolsonaro (PL) seria majoritária na convenção nacional da sigla. De acordo com o jornal O Estado de São Paulo, “a pesquisa se tornou uma arma na estratégia da cúpula emedebista para tentar consolidar a pré-candidatura da senadora Simone Tebet e evitar um racha no partido”.
“O argumento é que somente com um nome na disputa presidencial a sigla conseguirá manter a coesão e formar uma bancada forte no Congresso a partir de 2023. Apesar dos baixos índices de intenção de voto nas pesquisas, Simone Tebet é vista por articuladores de uma candidatura unificada no centro político como o nome mais viável no momento”, destaca a reportagem.
Um levantamento interno aponta que, sem candidatura própria, “o grupo pró-Lula no MDB conseguiria apenas 30% dos votos, enquanto o atual presidente seria apoiado por 70% dos convencionais. Os cálculos foram feitos com base no quadro de delegados e na leitura do cenário político em cada região”, diz o jornal.
A situação interna no MDB se complicou após o União Brasil recuar de um acordo que mantinha com a legenda, o PSDB e Cidadania, para lançar um candidato único à Presidência no dia 18 deste mês. O União Brasil já anunciou que terá o deputado e presidente nacional do partido, Luciano Bivar (PE), como postulante ao Palácio do Planalto.
O PSDB, por sua vez, encontra-se rachado por uma disputa entre o ex-governador e pré-candidato João Doria e uma ala que não deseja que a sigla tucana tenha uma candidatura própria.






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