A Polícia Civil do Rio de Janeiro prendeu, nesta segunda-feira (10), Davi de Souza Malto, de 24 anos, apontado como suspeito de assassinar a técnica de enfermagem Laís Pereira, de 26 anos, em Sepetiba, na zona oeste do Rio.

Ele foi localizado em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, após a própria mãe reconhecê-lo em imagens divulgadas pela imprensa e acionar a polícia.
Segundo a Delegacia de Homicídios da Capital (DHC), câmeras de segurança foram essenciais para identificar o suspeito. Kelly da Silva Souza, mãe de Davi, relatou aos agentes que não imaginava que o filho pudesse cometer o crime.
Comparsa preso dias antes
O comparsa de Davi, Erick Santos Maria, já havia sido detido na sexta-feira (7). Ele foi reconhecido como o motorista da motocicleta usada na ação criminosa em que Laís foi baleada na nuca enquanto empurrava o carrinho do filho de dois anos.
Vítima é morta diante do filho
Laís Pereira morava havia dois meses em Sepetiba e ainda se adaptava à nova rotina com os dois filhos pequenos. No dia 5 de novembro, ela havia deixado a filha de 4 anos na escola e retornava para casa com o caçula quando foi abordada e morta.
A criança não se feriu, mas ficou ao lado do corpo da mãe até a chegada da polícia. O sepultamento ocorreu no dia seguinte, no Cemitério Jardim da Saudade, em Paciência.
Como o crime aconteceu
Imagens de câmeras de segurança mostraram dois homens circulando de motocicleta por uma viela. Após retornarem, Laís aparece caminhando com o carrinho do filho.
Uma testemunha que não quis se identificar relatou que o homem na garupa desceu da moto e atirou contra a técnica de enfermagem, enquanto o condutor conversava com o dono de um bar próximo.
“Eram dois rapazes numa moto. O que pilotava ficou conversando com o dono do bar, enquanto o outro foi falar com a moça. Quando aconteceu, ele mandou o dono do bar ficar quieto”, disse a testemunha.
Investigação aponta possível crime passional
Segundo informações divulgadas pelo telejornal RJ2, da TV Globo, os diois acusados pelo crime disseram que receberam R$ 20000,00 para matarem a jovem mãe em Sepetiba, o que pode mudar o rumo das investigações e levar a um crime passional. Os dois estão ouvidos.
A Delegacia de Homicídios segue ouvindo também parentes e testemunhas. A principal linha de investigação passou a ser de crime passional encomendado, mas outras hipóteses não estão descartadas.






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