O solo da mina 18 da Braskem que fica no bairro do Mutange, em Maceió, afundou 1,69 m desde o início do monitoramento, em 28 de novembro, até este domingo (3), de acordo com a Defesa Civil do município. A região passou a ser monitorada devido aos novos abalos sísmicos nesta semana que gerou risco iminente do colapso.
A velocidade de afundamento, no entanto, continua estável. O índice caiu no sábado (2) de 5 para 0,7 centímetros por hora e está no mesmo patamar até a manhã deste domingo. O deslocamento de terra foi de 10,8 cm, nas últimas 24 horas.
A Defesa Civil permanece em alerta máximo e mantém a orientação para que a população evite transitar na área desocupada.
Dados de monitoramento da mineradora demonstram que a acomodação do solo segue concentrada na área dessa mina e poderá se desenvolver de duas maneiras: um cenário é o de acomodação gradual até a estabilização, o outro é uma possível acomodação abrupta do solo.
Segundo a empresa, a área de resguardo no bairro do Mutange está desocupada desde abril de 2020. Neste sábado, a Braskem afirmou que os moradores de 23 imóveis que permaneciam dentro das áreas de risco foram realocados pela Defesa Civil por determinação judicial. Disse, ainda, que continua monitorando a situação.
Imagens mostram que a área seca está sendo cada vez mais ocupada pela água da lagoa Mundaú. A área é monitorada por equipamentos da Defesa Civil que registraram um novo tremor de terra de magnitude 0,89 neste sábado.
O abalo sísmico foi ainda mais forte que o registrado na noite de sexta (1º), que teve magnitude 0,39. Desta vez, o órgão diz que o evento ocorreu a 300 metros de profundidade.
O sinal de alerta foi aceso na última quarta-feira (29), quando Defesa Civil de Maceió alertou que uma mina da Braskem estava em risco iminente de colapso.
A população que mora próximo à área atingida foi orientada a deixar o local e procurar abrigo, e a prefeitura decretou estado de emergência por 180 dias.
Os primeiros alertas sobre os danos no solo aconteceram em meio de tremores de terra no dia 3 de março de 2018. Na ocasião, o tremor fez ceder trechos de asfalto e causou rachaduras no piso e paredes de imóveis, atingindo cerca de 14,5 mil casas, apartamentos e estabelecimentos comerciais nos bairros Pinheiro, Mutange, Bebedouro, Bom Parto e Farol.
Com informações da Folha de S. Paulo.





