Luto na Cultura! Morre no Rio aos 87 anos o escritor Affonso Romano de Sant’Anna

Escritor era casado com a também escritora Marina Colsanti, que morreu há um mês

Morreu na manhã desta terça-feira, dia 4, o escritor e poeta Affonso Romano de Sant’Anna. Mineiro de Belo Horizonte, ele morreu em casa. Affonso tinha 88 anos. Ele foi diagnosticado com alzheimer em 2017. O escritor era casado com a também escritora Marina Colasanti, que morreu no dia 28 de janeiro.

Affonso Romano foi cronista dos Jornal do Brasil, O Globo, Estado de Minas e Correio Braziliense. É autor de mais de sessenta livros de vários gêneros, principalmente de poesia e crônica, como os três volumes da Poesia reunida, além de Como andar no labirinto (2012), Tempo de delicadeza (2007) e Intervalo amoroso (1998).

O velório será nesta quarta-feira (05), de 11h as 14 horas, na Capela Histórica do Cemitério da Penitência, no bairro do Caju, Zona Norte do Rio.

Nascido em 27 de março de 1937, Affonso publicou mais de 60 livros, de gêneros como poesia e crônica. Seu primeiro livro de ensaios, “O Desemprego do poeta”, foi publicado em 1962 e, em 1971, lança seu primeiro de poesia, “Canto e palavra”. No ano seguinte, sua tese de dourado pela Universidade Federal de Minas Gerais, uma obra-referência sobre Carlos Drummond de Andrade,(“Drummond, o Gauche no tempo”) sai em livro. Nos seguintes ainda lança, entre muitos outros livros, “Que País é Este?” (1980), “O Canibalismo Amoroso” (1984), “A Mulher Madura” (1986, primeiro livro de crônicas), “O Imaginário a Dois” (1987, em parceria com Marina Colasanti), “Mistérios Gozosos” (1994), “Sísifo desce a montanha” (2012). Em 2006, o mineiro ganhou o Prêmio Jabuti, promovido pela Câmara Brasileira do Livro, por “Vestígios” na categoria Poesia.

Affonso Romano de Sant'Anna, em 1997 — Foto: Guto Costa/Agência O Globo
Affonso Romano de Sant’Anna, em 1997 — Foto: Guto Costa/Agência O Globo

Além de escritor, foi professor de literatura no Brasil e no exterior, em países como França, Alemanha e Estados Unidos, sendo um dos idealizadores do curso de pós-gradua­ção em literatura brasileira na PUC-Rio. Presidiu a Fundação Bilblioteca Nacional de 1990 a 1996 e colaborou com jornais como O GLOBO, Jornal do Brasil, Estado de Minas e Correio Braziliense.

Informação do repórter Ancelmo Gois e da redação de O Globo

Mais recentes

Descubra mais sobre Agenda do Poder

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continue reading