A Comissão de Combate às Discriminações, da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), vai acionar o Ministério Público para que apure um suposto caso de racismo ocorrido no Maracanã, em novembro, envolvendo o jornalista Affonso Nunes e sua esposa, Alice Valentim.
O casal foi recebido no gabinete do presidente do colegiado, Professor Josemar (Psol), nesta sexta-feira (6). Eles relataram o fato e acusaram a empresa responsável pela segurança do estádio, que também será oficiada pelo deputado.
Torcedores do Fluminense, eles foram assistir ao jogo do tricolor contra o Fortaleza no último dia 22. Ao passarem pela revista, Alice foi surpreendida por uma funcionária, que resolveu mexer no seu cabelo.
Diante da recusa, a segurança que trabalhava no setor sul insistiu na ação, dizendo que o procedimento era padrão. Numa última tentativa, ela pediu para Alice soltar o cabelo, que estava preso num coque ‘afro-puff’.
“O nome disso é racismo”, alegou Affonso ao supervisor. Depois da confusão, eles foram à delegacia do estádio registrar a queixa. Agora, pretendem entrar na Justiça. O parlamentar vai pedir ao consórcio Fla-Flu as imagens das câmeras de segurança.
“Entendemos esse caso como um absurdo. Não toleramos racismo em nenhum espaço. Precisamos de respostas claras. Para isso, tomaremos medidas legais”, disse o deputado.





