O economista Affonso Celso Pastore morreu nesta quarta-feira, em São Paulo, aos 84 anos. Ele havia sido internado para uma cirurgia no sábado, passou o fim de semana na UTI, mas não resistiu.
Filho de Francisco Pastore e de Aparecida Pastore, Pastore nasceu em 19 de junho de 1939 na capital paulista. Após sua passagem pela vida pública, fundou em 1993 a consultoria A. C. Pastore & Associados, especializada em análises da economia brasileira e internacional.
Doutor em economia pela Universidade de São Paulo (USP), Pastore foi presidente do Banco Central entre 1983 e 1985, durante o governo do ex-presidente João Figueiredo, o último da ditadura militar.
Em seu mandato, Pastore participou de negociação com o Fundo Monetário Internacional (FMI) sobre a dívida externa brasileira e enfrentou um período de elevada inflação.
Na gestão pública federal, também integrou a equipe de Antonio Delfim Netto no Ministério da Fazenda.
Fora do governo, Pastore lecionou na USP e na Fundação Getúlio Vargas (FGV).
Também fundou, em 1993, a consultoria A. C. Pastore & Associados, especializada em análises da economia brasileira e internacional.
Pastore voltou à cena política em 2021 para assessorar o ex-ministro da Justiça Sergio Moro, então pré-candidato à Presidência da República pelo Podemos. Ele fazia parte de um grupo de conselheiros do então candidato. Em março do ano seguinte, no entanto, Moro desistiu da disputa.
O economista também foi autor de vários de livros. Um deles foi “Erros do Passado, Soluções para o Futuro”, em que analisa os erros de política econômica cometidos a partir dos anos 1960.
Com informações do GLOBO.





