Affonso Celso Pastore, assessor de Sérgio Moro para assuntos econômicos e possível ministro da Economia num eventual governo do ex-ministro da Justiça de Bolsonaro, afirmou ontem, em audiência pública na Câmara dos Deputados, que o auxílio emergencial pago pelo governo durannte a pandemia beneficiou gente demais.
Ele disse que isso foi um dos erros graves do governo Bolsonaro.
O ex-presidente do Banco Central iniciou a fala quando comentava a aprovação da PEC dos Precatórios. Ele classificou a tentativa de usar parte da folga da proposta como “clientelismo político de péssima qualidade”.
“Não preciso ir muito longe para dizer que houve um enorme desperdício na utilização dos recursos”, relatou. O auxílio foi dado para 66 milhões de pessoas, disse o assessor de Moro, acrescentando: “Quer dizer, tinha gente que não tinha que receber”.
Guru de Moro, o economista Celso Pastore presidiu o BC nos anos 1990, e sob sua gestão a inflação chegou a 224,60% e o Brasil quebrou três vezes, tendo que apelar ao FMI. Antes disso, trabalhou para a ditadura militar.






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