Ao discursar na Guiana nesta quinta (29), antes de sua partida para São Vicente e Granadinas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declarou seu compromisso em garantir a América do Sul como um bastião de paz, mesmo em meio aos conflitos na Ucrânia e à crise humanitária na Faixa de Gaza.
“É papel que Brasil pretende jogar na América do Sul e no mundo. Todo mundo sabe que o Brasil é contra a guerra na Ucrânia, contra o que está acontecendo na Faixa de Gaza, da mesma forma que fomos contra o ataque terrorista do Hamas. O Brasil quer paz, prosperidade, crescimento econômico e melhora na qualidade de vida”, afirmou.
“Não precisamos de guerra”, continuou o presidente, atribuindo ao Brasil o papel de pacificador. “É o papel que o Brasil pretende desempenhar na América do Sul e no mundo.”
Lula chegou a Georgetown, capital da Guiana, na quarta-feira (28), onde participou do encerramento da 46ª Conferência de Chefes de Governo da Comunidade do Caribe (Caricom). Nesta quinta-feira, teve uma reunião bilateral com o chefe do Executivo guianês, Irfaan Ali.
No contexto da busca pela paz, o presidente expressou sua gratidão ao primeiro-ministro de São Vicente e Granadinas, Ralph Gonsalves, por coordenar as conversas entre Guiana e Venezuela. Ele expressou a esperança de que a reunião da Celac (Cúpula da Comunidade de Estados Latino-americanos e Caribenhos) seja produtiva, harmoniosa e resulte em discursos de paz, prosperidade, alegria e amor, em vez de ódio.
A visita de Lula ao Caribe também tem como objetivo apaziguar as tensões entre Venezuela e Guiana, especialmente em relação à disputa por Essequibo, uma região rica em petróleo. Espera-se um encontro do presidente com representantes das duas nações para discutir uma possível resolução do impasse.
Lula criticou o que chamou de “apagão” nas relações exteriores do país, referindo-se ao período pós-impeachment de Dilma Rousseff. “Lamentavelmente, após o impeachment da Dilma, houve apagão do Brasil com a América do Sul, um apagão na relação com a Guiana e com os países da Caricom.”
“Essa minha visita é a recuperação de uma política que estava sendo levada adiante em 2010 e teve continuidade com Dilma, mas que depois foi paralisada. Não apenas com a América do Sul ou Guiana, mas, na verdade, o Brasil parou suas relações internacionais com o mundo.”
Com informações do Metrópoles





