O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta segunda-feira que, durante telefonema com o ex-presidente americano Donald Trump, solicitou que o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, “converse com o Brasil sem preconceito”. Rubio, conhecido por sua linha dura e ligação com setores do bolsonarismo, foi designado para negociar com os ministros brasileiros Mauro Vieira (Relações Exteriores), Geraldo Alckmin (Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços) e Fernando Haddad (Fazenda).
Contato pessoal reforça confiança
— Ficou acertado que a partir de amanhã eles vão iniciar discussões sobre o Brasil. Eu pedi que Rubio falasse com nosso país sem preconceito, porque percebi certo desconhecimento em entrevistas que ele concedeu. Trump me garantiu que tudo dará certo e, no final da conversa, ele me deu seu telefone pessoal e eu dei o meu — relatou Lula em entrevista à TV Mirante, no Maranhão.
Conversa considerada positiva
O presidente estava em Imperatriz para entregar moradias do programa Minha Casa, Minha Vida e classificou o telefonema como “extraordinariamente bom”.
— Foi uma conversa muito amigável, entre dois presidentes de importantes democracias do Ocidente. Colocamos nossos pontos de vista sobre a mesa, esclarecemos dúvidas e combinamos um futuro encontro. Enquanto isso, nossas equipes continuarão negociando — disse Lula.
Negociações sobre tarifas e sanções
Lula destacou a importância de discutir o fim das sanções e do tarifaço para avançar nas negociações.
— Expliquei a ele que, para começarmos a conversar de forma produtiva, era fundamental zerar as taxações e suspender punições aos nossos ministros. É essencial que haja diálogo direto, olho no olho, para esclarecer a situação do Brasil — afirmou.
Praticidade no diálogo futuro
O presidente brasileiro reforçou que, em assuntos políticos importantes, não será necessário depender da burocracia para tratar de temas urgentes com Trump.
— A gente pega o telefone, liga um para o outro e coloca o assunto na mesa — concluiu Lula.






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