O presidente Luiz Inácio Lula da Silva quer uma avião com maior autonomia de voo, que não exija muitas escalas para abastecimento e mais espaço para acomodar convidados. Para isso, a Força Aérea estuda duas alternativas: adaptar uma das duas aeronaves Airbus A330-200, compradas durante o governo Jair Bolsonaro, ou adquirir um novo avião, usado, já com as configurações prontas.
Para adaptar o Airbus A330-200, seria preciso colocar internet, suíte com chuveiro e uma sala reservada para que o presidente possa despachar – um gasto considerado elevado.
Dependendo dos custos, a compra de um outro avião usado pode ficar mais atrativa.
O assunto foi tratado durante um almoço do presidente com o alto comando da FAB na última quarta-feira. Para fazer as adaptações no Airbus A 330-200, a aeronave teria que ficar parada por um prazo de até 45 dias ou mais, dependendo da configuração.
As duas aeronaves foram compradas da Azul por US$ 80 milhões, durante a pandemia, que derrubou os voos, sobretudo internacionais. Segundo um militar, a Força viu a oportunidade de reforçar a frota com duas aeronaves, diante das dificuldades operacionais enfrentadas no período. Entre elas, o transporte de cilindro de oxigênio para Manaus e a busca de brasileiros na China.
A Força também tinha planos para preparar os dois aviões a fim serem utilizados no abastecimento de caças.
Apesar de as adaptações não inviabilizarem essas atividades, o uso no novo avião presidencial pela FAB ficaria mais restrito e dependeria dos pedidos do presidente e da primeira-dama. Nas viagens internacionais, Janja costuma ter influência sobre as decisões, segundo um interlocutor.





