Em seu discurso ao fim da reunião ministerial de mais de nove horas nesta quinta-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou fortemente a taxa de juros imposta pelo Banco Central e cobrou atuação do Senado.
De acordo com presentes, Lula disse que antes da autonomia a responsabilidade pelas decisões do BC eram do presidente da República e agora, após a aprovação da autonomia, “é do Senado”.
O presidente ainda afirmou que os senadores “deveriam ler a lei sobre a autonomia do Banco Central” para saber que a direção da instituição tem outros compromissos com o país além da redução da inflação.
Lula tem atacado fortemente a manutenção da taxa de juros em 13,7%. O BC é presidido por Roberto Campos Neto, indicado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro.
Durante a reunião, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que o governo enfrenta uma certa alienação por parte do Banco Central, que não reduz as taxas de juros. Nessa hora, o ministro dos Transportes, Renan Filho, comentou que a mobilização pela redução dos juros está tão forte que Haddad e até Simone Tebet (Planejamento), de perfil mais sóbrio, passaram a cobrar o BC.
Na saída da reunião, o líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (sem partido–AP), disse que considera a atuação de Campos Neto à frente do BC como “ideológica”.
Com informações de O Globo.





