Em Brasília para participar, nesta quinta-feira (28/7), de eventos de dois partidos com os quais o PT já fechou aliança nacional, a Rede e o PSB, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva teve uma quarta (27/4) de muitas reuniões no hotel em que está hospedado na capital.
O líder petista recebeu aliados do próprio partido e de outras legendas, assumindo um papel de protagonismo na negociação das chapas estaduais para a eleição de outubro deste ano.
A notícia e do Metrópoles.
Os esforços petistas estão centrados em estados em que ainda há disputa entre os aliados para saber quem será candidato a quais cargos, como Pernambuco, e em uma nova tentativa de atrair para a aliança um partido de peso, o PSD, presidido por Gilberto Kassab.
“Eu tenho a esperança de trazer o PSD ainda para o primeiro turno. Para mim, pode ser o delta que ainda falta para fortalecer nossa campanha”, disse o deputado federal José Guimarães (PT-CE), um dos coordenadores da pré-campanha, ao sair de reunião com Lula.
O projeto de engordar a aliança petista com um partido que ameaça lançar candidato próprio ao Palácio do Planalto inclui conversas constantes da presidente do PT, Gleisi Hoffmann, com Kassab e negociações do próprio Lula com ele e outros líderes da legenda.
O ex-presidente teria conversado, nesta quarta, com os irmãos Nelson (senador pelo PDT de MS) e Fábio Trad (deputado federal pelo PSD de MS).
O PT, segundo Guimarães, quer saber do que o PSD precisa para avançar nessas negociações. Uma das opções na mesa é o PT apoiar os esforços do ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil em sua tentativa de conquistar o governo de Minas Gerais.
A tentativa de atrair o PSD para a chapa influencia as tratativas do PT para outras chapas estaduais. Em Pernambuco, por exemplo, o PT tem como pré-candidata ao Senado a deputada estadual Teresa Leitão, mas existe a chance de um apoio ao deputado federal André de Paula (PSD).
De acordo com apuração do colunista Guilherme Amado, do Metrópoles, Lula ainda não desistiu de ter o apoio do MDB já no primeiro turno deste ano, e diagnosticou que, para isso, é indispensável conquistar a simpatia da ala ligada a Michel Temer.
Integrantes da Executiva Nacional do PT passaram a se reunir com Moreira Franco, que comandou a Secretaria-Geral da Presidência durante o período Temer e também foi ministro de Dilma Rousseff. Aos petistas com os quais conversou, Moreira sinalizou que trabalhará pela aliança.






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