O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta terça-feira (23) que as tarifas impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros tiveram efeito mínimo sobre a economia nacional.
Segundo ele, mesmo diante das medidas adotadas pelo governo norte-americano, o Brasil conseguiu atravessar o período sem danos significativos, em um contexto de melhora dos indicadores internos.
As declarações foram feitas durante cerimônia no Palácio do Planalto, em que Lula assinou o decreto que reconhece a música gospel como manifestação cultural.Na sua avaliação, o cenário econômico indica recuperação gradual do poder de compra da população e desaceleração dos preços dos alimentos.
“O ano termina bem. O preço do alimento está caindo, as pessoas estão voltando a acessar coisas que ficaram mais caras. Mesmo a taxação que os Estados Unidos fizeram contra o Brasil terminou sendo irrelevante”, afirmou.
De acordo com Lula, a combinação de queda nos preços dos alimentos e retomada do consumo mostra que a economia brasileira encerra o ano em situação mais favorável.
Para o presidente, itens que haviam se tornado inacessíveis para parte da população voltaram a ser consumidos, o que reforça a leitura de que o impacto das tarifas foi limitado.
No mesmo contexto, Lula afirmou que o diálogo com o presidente norte-americano, Donald Trump, evoluiu a ponto de os dois se tornarem amigos. “Quando muita gente imaginava que eu e o Trump iríamos entrar em guerra, nós terminamos virando amigos”, garantiu.
Lembre o caso
O chamado tarifaço citado por Lula foi anunciado em novembro pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. No dia 20 daquele mês, Trump comunicou a retirada da tarifa de importação de 40% sobre uma lista de produtos brasileiros, entre eles café, chá, sucos de frutas, cacau, banana, laranja, tomate e carne bovina. Segundo o governo norte-americano, a decisão ocorreu após uma conversa telefônica entre os dois presidentes.
Desde então, o Palácio do Planalto passou a defender a ampliação das negociações bilaterais, com o objetivo de eliminar tarifas ainda existentes sobre outros itens da pauta exportadora brasileira e reverter sanções relacionadas à Lei Magnitsky. O movimento marcou uma tentativa de normalização das relações após um período de tensão provocado por medidas comerciais e sanções.
Entidades e relação bilateral
Ao longo do ano, Lula e Trump mantiveram dois contatos telefônicos e participaram de um encontro presencial na Malásia. Segundo o presidente brasileiro, o diálogo contribuiu para mudar o ambiente político entre Brasil e Estados Unidos.
Durante o evento no Planalto, Lula afirmou que, apesar das expectativas de conflito, a relação entre os dois acabou evoluindo para um entendimento mais próximo.
Na avaliação do governo brasileiro, o fortalecimento do diálogo com autoridades norte-americanas é visto como essencial para consolidar avanços comerciais e reduzir riscos de novas barreiras às exportações nacionais.






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