Em visita ao Rio de Janeiro nesta quarta-feira (7), o presidente Lula (PT) inaugurou o Ginásio Educacional Olímpico Isabel Salgado e o Instituto Federal do Parque Olímpico, duas obras voltadas para a educação e o esporte na cidade. Na ocasião, ele defendeu que o Estado tem o dever de oferecer oportunidades para todos os brasileiros e criticou os grandes devedores e os privilegiados que, afirmou, não precisam do Estado. O presidente disse que o esforço do seu governo é fazer com que a sociedade brasileira suba “um degrau” na classe social.
“Eu queria que houvesse a compreensão dos setores mais altos da sociedade de que o que a gente está fazendo é tentar levar a sociedade brasileira a subir um degrau na classe social. Ninguém gosta de ser pobre, de morar mal, de comer mal, de estudar mal. A gente gosta de coisa boa”.
Lula afirmou que o país não pode voltar atrás no investimento em educação, que considera essencial para o desenvolvimento nacional. Ele disse que não aceita a situação de desigualdade em que uma minoria pode estudar no exterior e a maioria tem que abandonar os estudos para trabalhar. Ele ressaltou que o Estado existe para atender aos que mais precisam e garantir que todos possam vencer na vida.
“Esse país não tem mais volta. Ou a gente aposta verdadeiramente que através da educação a gente vai salvar esse país, ou a gente vai ficar na mediocridade de ter uma minoria de pessoas que podem mandar seus filhos estudarem em Londres, em Chicago, e ter a maioria que sabe que a criança vai desistir da escola para ter que trabalhar, para vender coisa na rua. Então tem gente que não precisa do Estado. Mas tem muita gente que precisa, e é para essa gente que o Estado tem que existir. O Estado tem obrigação de garantir oportunidade para que todas as pessoas possam vencer na vida”, afirmou.
O presidente também atacou os mega empresários que, segundo ele, só querem pedir bilhões ao governo e não pagam suas dívidas. Ele citou o valor da dívida ativa brasileira, que chega a quase R$ 2 trilhões, e contrastou com a situação dos pobres, que não devem nada ao Estado. Ele ironizou a postura dos ricos, que se orgulham de pegar empréstimos a longo prazo e com juros baixos.
“Pega a dívida ativa brasileira. Você vai encontrar quase R$ 2 trilhões em dívidas. Veja se os pobres têm dívida. Não tem! O pobre, quando ele compra o pão e o leite fiado e ele não pode pagar, ele para de passar na frente da padaria. O rico não. O rico gosta de dizer que está devendo. Para ele é uma coisa charmosa dizer ‘eu peguei R$ 5 bilhões no BNDES, com juros de longo prazo, cinco anos de carência e vou pagar em 15 anos’”.
Por fim, Lula declarou que seu objetivo é transformar a sociedade brasileira em uma sociedade de classe média, onde as pessoas possam ter acesso a bens e serviços de qualidade. Ele pediu a compreensão dos setores mais altos da sociedade, que, segundo ele, não entendem o que seu governo está fazendo para elevar o padrão de vida dos brasileiros. Ele afirmou que ninguém gosta de ser pobre e que todos gostam de coisa boa.





