O presidente Luiz Inácio Lula da Silva propôs utilizar jovens em formação militar para reforçar o combate às queimadas no Brasil. A sugestão foi discutida com o comandante do Exército, general Tomás Paiva, embora o governo ainda não tenha estabelecido um cronograma para implementar a medida.
Durante entrevista à rádio Norte FM, Lula explicou que a ideia é capacitar os recrutas das Forças Armadas, que permanecem um ano em serviço, para atuarem na Defesa Civil e no enfrentamento de desastres climáticos. Segundo o presidente, cerca de 70 mil jovens poderiam ser formados anualmente como “profissionais de combate à questão climática”.
“A proposta é que esses jovens estejam preparados para enfrentar desastres climáticos. Nós precisamos de milhões de pessoas aptas a lidar com as queimadas e outras emergências ambientais”, afirmou Lula, destacando a importância de conscientizar a população sobre os impactos das mudanças climáticas. Ele comparou o esforço necessário à mobilização ocorrida em torno do combate à dengue no Brasil.
Lula cria autoridade nacional para o clima
O presidente também enfatizou que o enfrentamento das questões climáticas será uma prioridade do governo. “Não podemos mais tratar o clima como uma questão secundária, algo restrito a universidades ou cientistas. É responsabilidade de todos nós”, pontuou.
Em visita ao Amazonas na terça-feira (10), Lula anunciou a criação de uma autoridade nacional para o clima, órgão que será responsável por coordenar ações contra as mudanças climáticas. A medida será formalizada por meio de uma medida provisória, que incluirá um estatuto jurídico para declarar situações de emergência climática no país. Contudo, o presidente ainda não forneceu detalhes sobre o funcionamento dessa nova estrutura.
Com informações de Diário do Centro do Mundo e UOL





