Lula expressou nesta terça-feira (9) seu desejo de que a Venezuela retorne rapidamente ao Mercosul, ao discursar ao lado do presidente da Bolívia, Luis Arce. Ele destacou a importância do funcionamento eficaz do bloco econômico, que agora conta com a adesão plena da Bolívia, e enfatizou a esperança de reintegrar a Venezuela ao bloco regional.
“O bom funcionamento do Mercosul, que tem a satisfação de agora acolher a Bolívia como membro pleno, concorre para a prosperidade comum. Esperamos também poder receber logo e muito rapidamente de volta a Venezuela”, destacou.
O presidente brasileiro também abordou as próximas eleições presidenciais na Venezuela, agendadas para 28 de julho:
“A normalização da vida política venezuelana significa estabilidade para toda a América do Sul. Por isso, fazemos voto de que as eleições transcorram de forma tranquila e que o resultado seja reconhecido por todos”, ressaltou.
Políticos do país sul-americano denunciaram prisões de integrantes da oposição, além de medidas do governo em relação às eleições. Além disso, a principal líder opositora está barrada de concorrer.
Lula diz que Bolívia não pode tolar ‘devaneios autoritários e golpismos”
Em seguida, em seu discurso, Lula abordou a tentativa fracassada de golpe na Bolívia em 26 de junho.
“Às vésperas de comemorar o seu bicentenário em 2025, a Bolívia não pode voltar a cair nessa armadilha. Não podemos tolerar devaneios autoritários e golpismos”, comentou.
“Temos a enorme responsabilidade de defender a democracia contra as tentativas de retrocesso”, concluiu.
Na sequência, Lula disse que a desunião das forças democráticas pelo mundo “só tem servido à extrema direita”, citando as eleições na França e no Reino Unido.
O presidente também abordou questões geopolíticas, mencionando o interesse manifestado por Luis Arce na entrada da Bolívia no Brics, destacando isso como uma possibilidade positiva para a região. Lula indicou que a ampliação do grupo será discutida na Cúpula de Kazan, na Rússia, em outubro, sublinhando o potencial de inclusão de outras nações latino-americanas.
Com informações da CNN Brasil





