A escolha de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal nesta quinta-feira (20) reacendeu uma discussão interna no governo sobre a representatividade feminina nos principais cargos da Esplanada. Aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva avaliam que a tendência agora é indicar uma mulher para comandar a Advocacia-Geral da União (AGU), órgão atualmente liderado por Messias.
A indicação feminina é vista como uma forma de atenuar críticas de movimentos sociais e setores aliados, que esperavam que Lula escolhesse uma mulher para a vaga deixada por Luís Roberto Barroso no Supremo. Com a aposentadoria de Rosa Weber, em 2023, a Corte passou a ter apenas uma mulher: a ministra Cármen Lúcia, nomeada pelo próprio Lula em 2006.
Cotadas para assumir a AGU
Entre os nomes mais lembrados no governo estão Analize Almeida, procuradora-geral da Fazenda Nacional; Isadora Cartaxo de Arruda, secretária-geral de Contencioso; e Adriana Venturini, procuradora-geral federal, informa O Globo. As três ocupam cargos de segundo escalão na atual gestão da AGU e são consideradas técnicas com forte atuação nas áreas jurídica e administrativa.
Peso político da decisão
Caso Lula confirme a nomeação de uma mulher, o governo passará a ter 11 ministras entre as 39 pastas da Esplanada. A movimentação é tratada internamente como um gesto político importante, sobretudo após críticas de parlamentares e movimentos feministas pela baixa presença de mulheres em cargos de maior projeção.
Plano alternativo
Se o presidente optar por manter o comando da AGU sob responsabilidade masculina, o principal cotado é Flávio Roman, atual número 2 da pasta e um dos auxiliares mais próximos de Messias. Roman assumiria a chefia em continuidade ao atual trabalho da AGU.
A definição deve ocorrer nos próximos dias, enquanto o governo organiza a transição após a confirmação de Messias no STF.






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