Lula dá aula de civilidade e é aplaudido de pé ao condenar o comportamento da militância que vaiou Arthur Lira e Cláudio Castro no Municipal (assista ao vídeo)

RICARDO BRUNO O presidente Lula deu uma aula de civilidade à militância petista que hostilizou autoridades, do campo político oposto, convidadas por ele  para o lançamento do PAC, na manhã desta sexta-feira, no Teatro Municipal. Após algumas vaias dirigidas ao dono da casa, o governador Cláudio Castro, e ao presidente da Câmara, Arthur Lira, Lula…

RICARDO BRUNO

O presidente Lula deu uma aula de civilidade à militância petista que hostilizou autoridades, do campo político oposto, convidadas por ele  para o lançamento do PAC, na manhã desta sexta-feira, no Teatro Municipal. Após algumas vaias dirigidas ao dono da casa, o governador Cláudio Castro, e ao presidente da Câmara, Arthur Lira, Lula foi aplaudido de pé ao fazer uma reprimenda pública ao comportamento deselegante da claque, ao pior estilo do detestável bolsonarismo de passado recente.  

– A gente vai ter que aprender algumas lições. Quando a gente faz um ato como esse, não é um ato para o governo ou para o PT. Este ato é da sociedade brasileira e nós temos que compor com as pessoas que fazem parte da sociedade brasileira.  O governador do Rio de Janeiro não está porque ele quer estar aqui. Está aqui porque nós o convidamos. Os outros governadores estão aqui porque também os convidamos. Eu me sentiria muito deprimido se fosse num ato em Goiás, convidado pelo Caiado, e o pessoal me vaiasse. Eu me sentiria constrangido. Não é o governador que está aqui, o deputado, o prefeito é a instituição do estado – afirmou, sob aplausos em reconhecimento à razão de suas lúcidas ponderações.

Em seguida, Lula fez referência à ex-presidente Dilma Roussef para enfatizar que ambos, com a experiência de já terem ocupado a presidência da República, se sentiam incomodados com o comportamento hostil da militância.

Entrecortado por palmas, o discurso de Lula neste momento foi num crescendo para culminar num  desagravo público ao presidente da Câmara, Arthur Lira, também vaiado minutos antes.

– Vamos pegar exemplo. O Arthur Lira que está aqui na frente. O Lira é nosso adversário desde que o PT foi fundado e continuará sendo. Temos o momento de campanha que vamos nos xingar, um falar mal do outro, mas quando termina a eleição e cada um assume seu posto, ele não está aqui  como Arthur Lira , ele está como presidente  de uma instituição. Uma instituição que o poder executivo precisa mais do que ela do poder executivo. Não é o Lira que precisa de mim. Eu que mando os projetos da sociedade, eu que preciso dele para colocar em votação. É como no movimento sindical, a gente xinga na porta de fábricas, mas quando a gente senta  com patrão para conversar é  de forma civilizada. Esse é comportamento para consolidar processo democrático nesse pais; a convivência democrática na adversidade – concluiu Lula com maestria,  sob a ovação dos  convidados, a esta altura convencidos do inadequado e inconveniente comportamento de parte da militância.

Confira o vídeo:

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