Lula confirma mudanças nas leis trabalhistas e se emociona ao falar sobre combate à fome (assista)

O presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chorou ao lembrar da sua segunda reeleição para o cargo durante uma reunião com parlamentares da base nesta quinta-feira, na sede do governo de transição, instalado no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB). Em sua primeira reunião com parlamentares depois de eleito, Lula afirmou, com uma…

O presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chorou ao lembrar da sua segunda reeleição para o cargo durante uma reunião com parlamentares da base nesta quinta-feira, na sede do governo de transição, instalado no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB).

Em sua primeira reunião com parlamentares depois de eleito, Lula afirmou, com uma voz bem rouca, que teria cumprido a “missão” de sua vida se ao final do novo mandato a população mais pobre estivesse fazendo três refeições por dia.

— Se até o final do governo as pessoas mais pobres tiverem fazendo três refeições terei cumprido a missão da minha vida.

Lula ainda se manifestou sobre a necessidade de revisar a legislação trabalhista. “Os empresários que ficaram chateados porque nós falamos que vamos rediscutir a legislação trabalhista, a verdade é que vamos ter que discutir a relação capital e trabalho no século XXI. Quem é empresário sério, quem é sindicalista sério e sabe que a gente não poderia ficar no século XXI tratando apenas da lei feita em 1943, mas a gente também não pode abdicar daquilo que era conquista e dava segurança ao ser humano mais humilde”.

Lula afastou os rumores de que Alckmin poderia assumir algum ministério. “As pessoas que não estão na comissão vão participar. Eu fiz questão de colocar o Alckmin como coordenador para que ninguém pensasse que o coordenador vai ser ministro. Ele não disputa a vaga de ministro porque é o vice-presidente da República. Qualquer outro, ‘ah, esse cara vai ser ministro’. Tenho pedido para todo mundo para quando convidar alguém para participar da transição dizer o seguinte: ‘não será ministro’. Pode ser e pode não ser, mas que ninguém fique trabalhando como se ‘ah, eu vou ser ministro porque fui escolhido para a comissão de transição’”.

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