Lula afirma em jantar com ministros do STJ que nunca pediu favores à Corte: ‘Minha preocupação é institucional, com a democracia e com o Judiciário’

Presidente não fez nenhum pedido ou referência a candidatos a vagas no STJ durante o encontro

Durante o jantar com ministros do Superior Tribunal de Justiça (STJ), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou que nunca pediu, nem pedirá, favores aos integrantes da Corte. O evento ocorreu nesta quarta-feira (18), na residência oficial da Granja do Torto, com a presença de 23 dos 31 ministros convidados.

Atualmente, há duas vagas abertas no tribunal e no dia 16 de outubro o STJ votará duas listas tríplices para que Lula escolha os novos ministros. Apesar de algumas expectativas, o presidente não fez nenhum pedido ou referência a candidatos durante o encontro.

Segundo pessoas que estiveram no evento, Lula disse: “Todos aqui que foram nomeados por mim sabem que nunca pedi nada a ninguém, nenhum favor. Minha preocupação é institucional, com a democracia e com o Judiciário”.

Interlocutores de Lula dizem que a preferência dele para ocupar uma das vagas é o desembargador do TRF (Tribunal Regional Federal) da 4ª Região, Rogério Favreto. No jantar, em nenhum momento foi mencionada a disputa pelas vagas do STJ, nem os nomes dos candidatos.

Segundo integrantes do tribunal, o mais provável é que a tarefa de fazer campanha em prol dos preferidos de Lula fique a cargo do advogado-geral da União, Jorge Messias, e do chefe de gabinete do presidente, Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola. Ambos participaram do jantar.

Do governo, também compareceram ao evento o ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa, e o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski.

Durante a conversa, Lula criticou Bolsonaro, falou do risco para a democracia que representaram os acampamentos em frente aos quartéis e lembrou a tentativa de golpe de 8 de janeiro de 2023.

O presidente também afirmou que, quando foi derrotado em eleições, telefonou para o oponente para dar parabéns. Segundo Lula, “Bolsonaro ficou 30 dias chorando, viajou para Miami e deixou os golpistas aqui no Brasil”. Nenhum dos presentes discordou ou manifestou incômodo.

Os ministros do STJ que demonstraram mais proximidade com Lula foram o presidente da Corte, Herman Benjamin, Antonio Carlos Ferreira e Luís Felipe Salomão. Entre os ausentes, estava a ex-presidente do STJ, Maria Thereza de Assis Moura, que deixou o cargo no início do mês.

O ministro Raul Araújo estava presente, para a surpresa de alguns convidados. Araújo deu uma liminar na campanha de 2022, quando era ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), proibindo artistas de manifestarem apoio a Lula no Lolapalloza.

O jantar começou às 19h e terminou às 22h. Todos foram orientados a deixar o telefone desligado na porta de entrada. Ao final, os convidados receberam uma fotografia tirada no evento. Formou-se uma fila para pedir autógrafo ao presidente. Segundo um dos presentes, “foi uma noite alegre, sem assuntos espinhosos”.

Com informações do UOL.

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