Luiz Césio Caetano assume presidência da Firjan nesta segunda,14, com foco na implantação da Reforma Tributária

Atual vice-presidente da instituição atua na indústria fluminense há meio século

O sucessor de Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira que toma posse nesta segunda-feira para um mandato de quatro anos é o atual vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), Luiz Césio Caetano, de 74 anos, que atua na indústria fluminense há meio século.

Caetano explica que, entre as prioridades de sua gestão, está acompanhar a implantação da Reforma Tributária, que deverá trazer vantagens competitivas para o Estado do Rio, e trabalhar em conjunto com a Confederação Nacional da Indústria (CNI) em busca de propostas para melhorar a segurança pública do país.

No caso da Reforma Tributária, Caetano avalia que ela terminará com a guerra fiscal entre os estados, devido à proibição de incentivos fiscais para atrair empresas seja em qualquer setor da economia: indústria, serviços ou agronegócio. Ele diz que sem essa disputa o estado será competitivo para atrair novos investimentos.

— O Rio tem o que oferecer. Somos um grande mercado consumidor. Temos mão de obra qualificada, dois aeroportos internacionais (Galeão e Cabo Frio) e boa oferta de energia. O estado responde por 66% da produção de gás natural, e há investimentos em energia solar e eólica, além da expectativa de conclusão da usina nuclear de Angra 3 — destacou o novo presidente.

A questão da segurança pública, não só no Rio como no país, está em análise há dois meses pela CNI, que discute ações para combater o crime organizado.

— O estado tem seus problemas de segurança que espantam quem quer investir. Mas o problema é no país inteiro. Em um estudo, mapeamos 16 atividades econômicas que sofrem perdas por causa de furto de energia, contrabando, entre outas irregularidades. O prejuízo em todo o país chega a meio trilhão de reais todos os anos — observou Caetano.

O executivo acrescentou que vai estimular a oferta de cursos para áreas que atendam a demandas crescentes da indústria 4.0, como a formação de especialistas em internet das coisas e em inteligência artificial.

Propostas Brasil 4.0

Na vice-presidência da Firjan, Caetano coordenou um grupo de trabalho responsável por elaborar em 2022 a chamada Agenda de Propostas Brasil 4.0. O documento apresenta as prioridades do empresariado, para promover o desenvolvimento econômico do Brasil e do Estado do Rio. Entre as 103 sugestões que poderiam ser aplicadas nas esferas estadual e federal para aumentar a produtividade da economia, estão medidas para melhorar a infraestrutura e o ambiente de negócios da indústria

—A Agenda 4.0 defende que o único caminho para a indústria ganhar competitividade é a produtividade. E quais são esses fatores? Eficiência do Estado, mão de obra capacitada, infraestrutura adequada, segurança e mobilidade. Mas o mais interessante é que, quando o governo federal lançou o programa Nova Indústria Brasil (NIB), detalhando políticas públicas para o setor, verificamos que 60% do programa estavam previstos no Brasil 4.0. Fizemos nosso dever de casa — disse ele.

Caetano apontou a Lei 14.968/2024 como um dos principais avanços trazidos pelo NIB. Aprovada em setembro, a legislação estabelece o Programa Brasil Semicondutores, que prevê uma série de iniciativas para impulsionar o desenvolvimento desse setor estratégico. Entre as medidas está a prorrogação dos incentivos fiscais para empresas da área, que agora terão validade até 2029. Antes, o prazo era até 2026.

Com informações de O Globo

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