Luciano Vieira pede prazo para repensar permanência no Republicanos após perder presidência no Rio

Vieira é, atualmente, um dos principais líderes da bancada fluminense no Congresso e amigo do presidente da Câmara, Hugo Motta.

Janaína Lisboa (correspondente em Brasília)

O deputado Luciano Vieira não teve as suas condições exigidas, em conversa com o presidente nacional do Republicanos, Marcos Pereira, nesta quarta-feira, e cogita deixar o partido, após perder a disputa pela presidência do diretório fluminense da legenda. A gestão ficará com o pastor Luiz Carlos, ligado à Igreja Univeral do Reino de Deus. A Vieira foi oferecida a vice-presidencia do Republicanos, o que não daria a ele a autonomia exigida para conduzir o projeto eleitoral do partido em 2026. Por isso, ele negou.

Vieira pediu a Pereira um prazo de três semanas para repensar a permanência no Republicanos. A briga com Luiz Carlos acontece depois de Waguinho deixar o cargo, após ter acumulado reveses políticos que foram desde a tentativa frustrada de eleger o sobrinho sucessor em Belford Roxo, até ameaças de inelegibilidade e investigações.

Vieira pedia para ter a garantia de que teria a presidência do Republicanos depois das eleições de 2026. Ele também pedia para coordenar a “ala política” da legenda, enquanto Luiz Carlos conduziria a ala religiosa. O pleito não foi atendido e a função de vice foi tida como “decorativa”.

Vieira é, atualmente, um dos principais líderes da bancada fluminense no Congresso e amigo do presidente da Câmara, Hugo Motta.

A escolha por Luiz Carlos simboliza um norte para 2026 e uma guinada às origens religiosas do partido. Sintomático para um palanque de 2026, quando o grupo do prefeito Eduardo Paes deve polarizar a disputa com o grupo do governador Claudio Castro, provavelmente representado por Rodrigo Bacellar.

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