Deputados federais do Rio devem desistir de se filiar ao Republicanos se Waguinho deixar o comando do partido

Nenhum dos três cotados para a presidência – Bernardo Rossi, Luciano Vieira e Pastor Luiz Carlos – atende aos interesses dos parlamentares

Se o comando do Republicanos fluminense sair das mãos do ex-prefeito Waguinho, como preveem lideranças políticas próximas ao presidente nacional, Marcos Pereira, cinco deputados federais egressos do União Brasil devem desistir de se filiar à sigla. Daniela do Waguinho, Ricardo Abraão, Marcos Soares, Juninho do Pneu e Dani Cunha aguardam liberação do TSE para oficializarem o ingresso da legenda. Mas diante de incertezas quanto ao futuro do partido no Rio, admitem rever os planos.

Juninho do Pneu é o único que ainda admite a filiação – mas somente na hipótese de Luciano Vieira vier a ser o escolhido por Marcos Pereira para presidir a legenda. A definição do novo comando do Republicanos é prevista para a próxima semana.

– Nossa preferência é pelo Waguinho. Mas se eventualmente ele sair, o nome tem que ser nosso. Este é compromisso. Caso contrário, tomaremos outro rumo – avisa um dos parlamentares em caráter reservado.

O grupo já obteve salvo-conduto para a troca de partido em decisão liminar do ministro Nunes Marques, do STF. Mas, após recurso do MPE, o caso será julgado em caráter definitivo pelo plenário da Corte eleitoral superior agora em maio.

Nenhum dos três cotados para a presidência – Bernardo Rossi, Luciano Vieira e Pastor Luiz Carlos – atende aos interesses dos cinco deputados, que  não abrem mão da prerrogativa de indicar quem vai comandar a sigla no estado. Rossi interpretam como indicação do governador Cláudio Castro; Vieira é considerado próximo a Eduardo Paes. E Luiz Carlos significa, para eles, a subordinação da legenda à Igreja Universal.

De acordo com a fonte, a mudança de comando poderá ainda deflagrar uma enorme baixa nas fileiras partidárias com a desfiliação de expressivo número de vereadores. “Fizemos um trabalho com bons resultados nas eleições municipais. Migramos toda nossa base para o Republicanos. Se o comando sair de nossas mãos, todos saem em debandada”, garante o deputado.

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