O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), repreendeu a deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) por ela ter escolhido o plenário da Casa para receber uma intimação da Polícia Federal. Ela admitiu que orientou o oficial de Justiça a ir à sede do legislativo para entregar o documento:
“O oficial de Justiça me procurou em casa e também no gabinete. Eu não tinha como deixar a votação e ele veio até aqui. Tanto é que a sessão continuou correndo normalmente, não se tratou de um abuso da PF”, disse ela.
O documento em questão intimava a parlamentar a apresentar sua defesa na ação em que ela é ré por porte ilegal de arma e constrangimento ilegal com emprego de arma de fogo. A reprimenda de Lira a Zambelli ocorreu em meio a pressões que o presidente da Câmara tem sofrido de membros de vários partidos por um posicionamento mais enfático em relação às recentes operações da Polícia Federal no Congresso.
Lira pediu a Zambelli que não volte a pedir que intimações sejam entregues no plenário e compartilhou a proibição com outros deputados. De acordo com Zambelli, o oficial de Justiça a procurou em sua residência e também no gabinete, antes de ser orientado a ir ao plenário a pedido da deputada que acompanhava uma votação.
Mesmo assim, deputados bolsonaristas compartilhassem a notícia falsa de que Zambelli havia sido intimada pela PF e que isto teria ocorrido no mesmo dia em que um pedido de impeachment do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi apresentado por ela à Mesa Diretora da Câmara.
Com informações de O Globo





